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Liline Fermin, Universidade Maastricht
Dra. Mudita Vats no Instituto de Imagem Molecular Multimodal da Universidade Maastricht
Por Redação SciAdvances
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A Dra. Mudita Vats estudou, em sua pesquisa de doutorado no Instituto de Imagem Molecular Multimodal da Universidade Maastricht, nos Países Baixos, como localizar moléculas relacionadas ao sabor de alimentos.
Usando um equipamento de imagens criadas com espectrometria de massas, a pesquisadora iniciou seus estudos a partir de uma demanda de uma indústria de cogumelos, que queria saber onde as vitaminas estavam concentradas em seu produto, para que pudesse cultivar e processar os cogumelos de maneira a preservar ao máximo o valor nutricional.
A partir de fatias finas de cogumelos analisadas com o equipamento, a pesquisadora e seu orientador, o professor Ron Heeren, puderam constatar uma distribuição heterogênea: enquanto certas moléculas estavam mais presentes no chapéu, outras estavam concentradas no talo dos cogumelos.
Mas o sabor não é a única coisa que as imagens por espectrometria de massas conseguem mostrar: elas também podem revelar como os alimentos se degradam.
Para a indústria alimentícia, é importante compreender a profundidade com que sabores indesejados penetram em um produto, e quais partes têm maior probabilidade de estragar primeiro.
O mesmo vale para contaminantes, como pesticidas: saber a que profundidade eles penetram pode determinar se descascar a fruta é suficiente para removê-los ou se o risco está mais profundo.
Atualmente, em sua pesquisa de pós-doutorado e em uma parceria com Luan Valdemiro Alves de Oliveira, doutorando do CIMAR da Universidade do Porto, em Portugal, a pesquisadora tem se concentrado especificamente em medicamentos e microplásticos que entram na cadeia alimentar por meio de animais marinhos, como os mexilhões. Como os mexilhões são animais filtradores, os contaminantes aparecem claramente nas imagens por espectrometria de massas.
Apesar de provavelmente um único mexilhão não conter uma dose nociva de contaminantes, o consumo exagerado pode oferecer algum risco. Neste caso, a equipe também está investigando se etapas específicas de lavagem podem reduzir as concentrações de contaminantes antes do consumo dos mexilhões.
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