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Ilustração 3D de vírus
Por Redação SciAdvances
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A ciência já sabe que a idade, a genética e o estilo de vida influenciam a forma como as pessoas respondem a infecções virais, e que as diferenças na resposta imune desempenham um papel importante na evolução das doenças.
Mas os mecanismos por trás de fatores que definem a evolução de uma infecção viral ainda não são totalmente conhecidos. A pandemia da COVID-19 foi um exemplo de como os resultados de uma infecção viral podem ser tão diferentes de pessoa para pessoa.
Pesquisadores da Universidade Hokkaido, Universidade de Tóquio e da Fundação Suntory para Ciências da Vida, no Japão, utilizaram modelos de camundongos para mostrar que uma parte fundamental da resposta a uma infecção viral depende de como o sistema imunológico reage durante as primeiras 24 horas após a infecção.
O estudo, publicado na revista científica iScience, mostrou que uma resposta imune inicial potente pode determinar se um indivíduo sobrevive ou não a uma infecção viral grave.
Os pesquisadores identificaram um ‘ponto de controle’ imunológico que era desconhecido até agora e que ajuda a configurar as defesas antivirais do organismo. A descoberta poderia orientar o desenvolvimento de futuros tratamentos para doenças virais graves.
Utilizando camundongos geneticamente idênticos criados no mesmo ambiente controlado, os pesquisadores infectaram os animais com um vírus letal chamado vírus da estomatite vesicular (VSV). Alguns camundongos sobreviveram, enquanto outros não.
Os camundongos que sobreviveram liberaram uma rápida onda de interferon tipo I, uma proteína de sinalização imunológica que ajuda a coordenar a defesa do corpo contra vírus. Os camundongos que geraram essa resposta precoce de interferon apresentaram uma probabilidade muito maior de sobreviver.
Segundo os pesquisadores, esse interferon tipo I desencadeou, em última análise, uma sinalização inflamatória intensificada e um perfil imunológico antiviral aprimorado.
Quando os pesquisadores bloquearam o interferon tipo I durante as primeiras 24 horas após a infecção, a maioria dos camundongos morreu. No entanto, não foram observados efeitos significativos quando o bloqueio foi realizado dois dias após a infecção.
Esses resultados sugerem a existência de uma janela crítica no início da infecção, durante a qual o sistema imunológico decide estabelecer uma resposta antiviral eficaz. Tratamentos projetados para fortalecer ou mimetizar essa resposta imune inicial poderiam melhorar os desfechos em casos de infecções virais graves.
Embora o estudo tenha sido realizado em camundongos e sejam necessárias mais pesquisas para determinar se esse mecanismo também está ativo em humanos, o trabalho mostrou um dos motivos pelo qual infecções virais idênticas podem levar a resultados diferentes em pessoas diferentes, como aconteceu na COVID-19.
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