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Ilustração 3D de linfócitos do sistema imune
Por Redação SciAdvances
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Por muito tempo, cientistas acreditaram que as células T de memória, que ficam residentes em tecidos e permanecem neles mesmo após a eliminação de uma infecção para responder rapidamente caso a ameaça retorne, seriam ativadas principalmente por sinais bioquímicos.
Até agora, estudos ainda não tinham mostrado se a resposta deste tipo de linfócitos T poderia ser diferente caso a rigidez do ambiente ao seu redor fosse modificada, ou seja, não havia conhecimento sobre a ação de forças mecânicas sobre o comportamento celular.
Cientistas da Universidade McGill, no Canadá, em colaboração com colegas da Escola de Medicina da Universidade de Nova York e da Universidade de Minnesota, nos EUA, e da Universidade Radboud, nos Países Baixos, descobriram uma nova capacidade das células T do sistema imunológico.
O estudo, publicado na revista científica Nature Immunology, mostrou que as células T conseguem perceber a rigidez dos tecidos ao seu redor e usar essas informações para ajudar a determinar se elas se tornarão células de memória de longa duração.
Os cientistas suspeitam que essa adaptação às maiores forças mecânicas encontradas nos tecidos mais rígidos pode ser necessária para a sobrevivência das células T de memória em longo prazo.
De acordo com os pesquisadores, a descoberta poderá motivar novas abordagens para o tratamento de doenças autoimunes, alergias, rejeição de transplantes e até para o câncer.
Para testar a resposta das células T ao ambiente, células imunológicas de humanos e camundongos foram colocadas em géis de colágeno projetados para replicar tecidos com diferentes graus de rigidez.
Então, os cientistas observaram que, quanto mais rígido o gel, maior a probabilidade de as células se desenvolverem em células semelhantes às células T de memória residentes em tecidos, que estão associadas à proteção imunológica de longa duração.
Segundo a Dra. Judith Mandl, professora do Departamento de Fisiologia da Universidade McGill e coautora sênior do estudo, a descoberta parece indicar que as células T conseguem ter um ‘senso de tato’ em relação ao ambiente ao seu redor e adaptar-se a ele, ou seja, o ambiente físico pode ajudar a definir o comportamento celular.
Agora, os pesquisadores pretendem identificar o sensor molecular que permite às células T perceberem o ambiente e converterem a força mecânica em alterações biológicas.
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Acesse o artigo científico completo (em inglês).
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