Com publicação científica

Produção de proteínas
Toxina fúngica interfere na produção de proteínas nas células
Com novo método, cientistas mostraram que uma toxina produzida por fungos que infectam trigo, cevada, aveia e milho interfere na produção de proteínas nas células

Bits And Splits vis Shutterstock

Milho com fungos do gênero Fusarium

Por Redação SciAdvances

1 de outubro de 2026, 07:03

Fonte

Áreas

Agricultura, Biologia, Biotecnologia, Biotecnologia Alimentar, Micologia, Microbiologia, Proteômica

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Produção de proteínas

As células dependem de proteínas para crescimento, reparo, defesa contra patógenos e praticamente todos os outros processos vitais.

As proteínas são produzidas pelos ribossomos – que são as ‘fábricas de proteínas’ – e perturbações nessa produção estão associadas a doenças como câncer, distúrbios do desenvolvimento e infecções virais.

Neste cenário, diversas pesquisas em todo o mundo buscam substâncias que influenciem especificamente a produção de proteínas, visando compreender melhor o funcionamento dos ribossomos para futuramente desenvolver novas abordagens terapêuticas.

Avanço: novo método identificou toxina fúngica que pode perturbar produção de proteínas

Ao pesquisar compostos ativos que influenciam processos fundamentais em células humanas, pesquisadores da Universidade de Berna, na Suíça, descobriram uma toxina fúngica com propriedades surpreendentes: a toxina consegue paralisar as ‘fábricas de proteínas’, em alguns casos.

O estudo, publicado na revista científica Communications Biology, traz informações inéditas sobre um dos processos biológicos mais fundamentais — a produção de proteínas — e pode, em longo prazo, abrir caminhos para o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas.

Em colaboração com colegas da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), também na Suíça, os cientistas desenvolveram um método robusto de triagem de alto rendimento utilizando lisados ​​humanos, que contorna os efeitos citotóxicos celulares e identifica especificamente substâncias que influenciam a função dos ribossomos, simulando a produção de proteínas humanas fora das células vivas.

Utilizando esse sistema, foram medidas as quantidades de proteínas produzidas por 28.000 substâncias diferentes, e foi identificada uma toxina fúngica específica que reduz a velocidade da produção de proteínas e coloca os ribossomos da célula em um estado de latência: a micotoxina NT-2, produzida por fungos que infectam trigo, cevada, aveia e milho.

Nino Schwaller, mestrando na Universidade de Berna e primeiro autor do estudo, destacou que o novo método permitiu investigar os efeitos de toxinas ambientais e potenciais compostos ativos sobre a produção de proteínas com uma precisão sem precedentes.

Estudo mostrou que micotoxina de cereais afeta alvos específicos

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Autores/Pesquisadores Citados

Professor da Universidade de Berna
Mestrando na Universidade de Berna

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