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A ressonância magnética é um importante exame de bioimagem
Por Redação SciAdvances
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Tecnologias de bioimagem, como a imagem por fluorescência e a ressonância magnética, são técnicas poderosas utilizadas tanto na pesquisa básica quanto na medicina clínica.
A imagem por fluorescência permite a visualização de células e outros processos biológicos com alta resolução, mas é eficiente apenas em baixa profundidade. Já a ressonância magnética consegue capturar imagens de regiões profundas do corpo, mas não oferece a resolução em nível de célula individual proporcionada pela fluorescência.
Além disso, agentes de contraste para ressonância magnética contêm metais paramagnéticos, como o gadolínio, que podem causar efeitos colaterais adversos.
Neste sentido, têm sido desenvolvidas pesquisas sobre materiais de contraste para exames de bioimagem, tanto para melhorar a qualidade dos resultados como também para evoluir na segurança dos pacientes.
Uma pesquisa liderada por cientistas da Universidade Kyushu, no Japão, e publicada na revista Advanced Science, desenvolveu uma nova molécula solúvel em água e livre de metais, capaz de ser detectada em exame de imagem por fluorescência e utilizada como agente de contraste em exame de ressonância magnética.
A descoberta abre caminho para o desenvolvimento de agentes de imagem mais seguros, multifuncionais e menos tóxicos, além de possibilitar aplicações em outras técnicas de bioimagem.
Segundo o Dr. Ken Albrecht, professor da Universidade Kyushu e coautor sênior do estudo, a nova molécula tem flexibilidade suficiente para combinar funcionalidades em exames de fluorescência e ressonância magnética.
O estudo teve foco em uma molécula chamada tris(2,4,6-triclorofenil)metil (TTM), um radical orgânico luminescente que produz fluorescência e pode atuar como agente de contraste na ressonância magnética.
Os pesquisadores desenvolveram e testaram a molécula TTM-tisTP3B, que tem boa solubilidade em água e produz fluorescência vermelho-escura em meio aquoso.
A molécula TTM-trisTP3B foi testada em células vivas e manteve a emissão de fluorescência por pelo menos 24 horas, com bom desempenho no contraste de imagens de fantomas de ressonância magnética.
Agora, o professor Ken Albrecht destacou a necessidade de estudos em animais para validar a viabilidade das moléculas, mas os resultados alcançados até aqui já seriam uma prova de conceito para aplicação em imagem multimodal livre de metais.
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