Com publicação científica

Vaginose bacteriana
Pesquisa avança no tratamento da vaginose bacteriana persistente
Tratamentos personalizados podem viabilizar a cura da vaginose bacteriana persistente

Motortion Films via Shutterstock

A vaginose bacteriana é uma infecção vaginal comum

Por Redação SciAdvances

6 de outubro de 2026, 15:12

Fonte

Áreas

Atenção Primária, Bacteriologia, Biologia, Ginecologia, Imunologia, Medicina, Microbiologia, Saúde da Mulher

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Vaginose bacteriana

A vaginose bacteriana é a infecção vaginal mais comum entre mulheres em idade reprodutiva.

Causada pela perda de bactérias vaginais saudáveis (Lactobacillus) ​​e pela proliferação excessiva de bactérias anaeróbias (como a Gardnerella vaginalis), a vaginose bacteriana altera o equilíbrio natural do microbioma vaginal e pode provocar corrimento fino e odor forte e desagradável.

No caso da condição retornar frequentemente, pode ser configurado um quadro de vaginose bacteriana persistente, que pode trazer desconforto e afetar a qualidade de vida da mulher, além de aumentar o risco de doença inflamatória pélvica e a vulnerabilidade a Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), complicações na gravidez e em procedimentos ginecológicos.

Em todos os casos, é fundamental o acompanhamento ginecológico especializado.

Avanço: recorrência da infecção pode ser causada por reinfecção ou persistência das bactérias associadas

Pesquisadores e profissionais de saúde da Universidade Monash, Universidade de Melbourne e do Melbourne Sexual Health Centre estão liderando um estudo para testar novas combinações de antibióticos para tratar a vaginose bacteriana persistente, após a descoberta pioneira de que a condição é sexualmente transmissível.

Os cientistas já tinham publicado resultados importantes em 2025 na revista científica New England Journal of Medicine mostrando que o tratamento dos parceiros masculinos reduz a recorrência da vaginose bacteriana em mulheres em mais de 60%.

Agora, o estudo mais recente, publicado na revista científica The Lancet Obstetrics, Gynaecology & Women’s Health, aprofundou a descoberta original ao revelar por que algumas mulheres continuam a apresentar diagnósticos recorrentes de vaginose bacteriana, mesmo quando seus parceiros masculinos são tratados simultaneamente.

O trabalho identificou duas vias distintas para a recorrência da infecção: a reinfecção e a persistência das bactérias associadas à vaginose bacteriana.

Tratamentos personalizados podem melhorar as taxas de cura

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