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A vaginose bacteriana é uma infecção vaginal comum
Por Redação SciAdvances
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A vaginose bacteriana é a infecção vaginal mais comum entre mulheres em idade reprodutiva.
Causada pela perda de bactérias vaginais saudáveis (Lactobacillus) e pela proliferação excessiva de bactérias anaeróbias (como a Gardnerella vaginalis), a vaginose bacteriana altera o equilíbrio natural do microbioma vaginal e pode provocar corrimento fino e odor forte e desagradável.
No caso da condição retornar frequentemente, pode ser configurado um quadro de vaginose bacteriana persistente, que pode trazer desconforto e afetar a qualidade de vida da mulher, além de aumentar o risco de doença inflamatória pélvica e a vulnerabilidade a Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), complicações na gravidez e em procedimentos ginecológicos.
Em todos os casos, é fundamental o acompanhamento ginecológico especializado.
Pesquisadores e profissionais de saúde da Universidade Monash, Universidade de Melbourne e do Melbourne Sexual Health Centre estão liderando um estudo para testar novas combinações de antibióticos para tratar a vaginose bacteriana persistente, após a descoberta pioneira de que a condição é sexualmente transmissível.
Os cientistas já tinham publicado resultados importantes em 2025 na revista científica New England Journal of Medicine mostrando que o tratamento dos parceiros masculinos reduz a recorrência da vaginose bacteriana em mulheres em mais de 60%.
Agora, o estudo mais recente, publicado na revista científica The Lancet Obstetrics, Gynaecology & Women’s Health, aprofundou a descoberta original ao revelar por que algumas mulheres continuam a apresentar diagnósticos recorrentes de vaginose bacteriana, mesmo quando seus parceiros masculinos são tratados simultaneamente.
O trabalho identificou duas vias distintas para a recorrência da infecção: a reinfecção e a persistência das bactérias associadas à vaginose bacteriana.
A Dra. Catriona Bradshaw, professora da Universidade Monash e autora sênior do estudo, explicou que a equipe de pesquisa tem testado novas abordagens de tratamento personalizado, incluindo durações mais longas e novas combinações de antibióticos, com a finalidade de erradicar as bactérias persistentes causadoras da vaginose bacteriana.
A professora ressaltou que, ao utilizar o tratamento de parceiros para mitigar a reinfecção e estratégias mais intensivas que visam combater a persistência das bactérias causadoras da doença, a equipe pretende avançar em abordagens terapêuticas mais eficazes, que possam ser personalizadas para cada paciente e proporcionar taxas de cura mais elevadas para milhões de mulheres em todo o mundo.
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