Com publicação científica

Menopausa e risco de demência
Proteínas no sangue durante a menopausa podem prever risco de demência décadas mais tarde
Estudo mostrou que alterações durante a menopausa podem ser potenciais indicadores de risco de demência futura

New Africa via Shutterstock

Alterações durante a menopausa podem indicar risco futuro de demência

Por Redação SciAdvances

5 de outubro de 2026, 12:19

Fonte

Áreas

Biologia, Biotecnologia, Endocrinologia, Envelhecimento, Epidemiologia, Geriatria, Medicina, Metabolismo, Neurociências, Neurologia, Patologia, Proteômica, Saúde Mental, Saúde da Mulher

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Menopausa e risco de demência

Alguns dos principais sintomas da menopausa, como ondas de calor, ansiedade, confusão mental e problemas com o sono, podem ter origem no cérebro. Isso mostra que as mudanças que ocorrem durante a menopausa podem ter alguma ligação com a saúde cerebral no futuro.

Apesar da ciência saber que dois terços das pessoas com doença de Alzheimer são mulheres, ainda não se sabe exatamente qual aspecto da biologia feminina ou do processo de envelhecimento das mulheres as torna mais suscetíveis à demência.

Como as primeiras alterações cerebrais associadas à doença de Alzheimer começam décadas antes do surgimento dos sintomas, cientistas têm estudado a possível relação entre as alterações que ocorrem durante a menopausa e o risco posterior de demência.

Avanço: análise de dados de vários estudos indicam relação entre alterações sanguíneas na menopausa e risco de demência

Recentemente, cientistas usaram dados de proteômica sanguínea de várias coortes para identificar alterações biológicas associadas à menopausa e suas conexões com o envelhecimento cerebral, especificamente com o risco de demência décadas mais tarde.

O estudo foi liderado por pesquisadores da Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF) e Universidade da Califórnia em Santa Bárbara (UCSB), nos EUA, e da Universidade de Toronto, no Canadá, e publicado na revista científica Nature Medicine.

A pesquisa mostrou como os níveis de 16 moléculas no sangue — todas ligadas ao envelhecimento cerebral — aumentam durante a transição da menopausa na meia-idade. Em mulheres mais velhas, níveis mais elevados dessas mesmas moléculas foram associados a pior memória e declínio das habilidades cognitivas, bem como a um maior risco de doença de Alzheimer.

A Dra. Kaitlin Casaletto, professora da UCSF e coautora sênior do estudo, explicou que não se trata de relação causal direta entre menopausa e demência, mas apenas que potencialmente seria possível prever o risco de demência décadas depois com base nos níveis de certas proteínas durante a menopausa.

Resultados precisam ser confirmados por novas pesquisas

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Autores/Pesquisadores Citados

Professora da Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF)

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