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Por Redação SciAdvances
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De modo geral, o envelhecimento começa a se manifestar de forma gradual entre os 30 e 40 anos de idade, período em que as funções corporais atingem o seu auge e iniciam um declínio natural, principalmente em relação ao desempenho físico.
Mas, além do declínio físico naturalmente associado ao envelhecimento, pode existir também um declínio físico acelerado, que pode ser um sinal de alerta de que alguma coisa não vai bem com a saúde, principalmente com a saúde cardiovascular.
Cientistas têm tentado observar se existe uma relação consistente entre o declínio físico que extrapola os limites do envelhecimento natural e a ocorrência futura de eventos cardiovasculares graves, como insuficiência cardíaca, infarto e doença coronariana.
Um novo estudo, liderado por pesquisadores da Universidade Monash, na Austrália, e publicado na revista científica JAMA Cardiology, analisou registros de saúde de mais de 12.000 adultos com 65 anos ou mais ao longo de 14 anos para descobrir se havia alguma relação entre declínio físico e saúde cardiovascular.
Os dados foram provenientes do estudo clínico ASPREE, um estudo multicêntrico, binacional (envolvendo Austrália e EUA) e de longo prazo sobre os efeitos da aspirina na saúde de idosos.
Os pesquisadores avaliaram anualmente quatro indicadores de saúde funcional, analisando a fragilidade, as capacidades físicas e mentais gerais e como a saúde física afetava as atividades cotidianas dos participantes.
Segundo os pesquisadores, o declínio acelerado na função física, associado à dificuldade de realizar tarefas cotidianas de forma independente, pode ser um sinal de alerta precoce para um evento cardiovascular grave no futuro.
Embora os participantes não apresentassem histórico de doença cardíaca no início do estudo, aqueles que posteriormente sofreram um evento cardiovascular demonstraram um declínio perceptível na capacidade de realizar atividades físicas cotidianas; esse declínio acelerou drasticamente nos cinco anos que antecederam o evento.
Para alguns desfechos, como insuficiência cardíaca e morte por doença coronariana, as diferenças na função física eram evidentes pelo menos uma década antes, enquanto para infarto e acidente vascular cerebral (AVC) essas limitações surgiram mais tarde.
O Dr. Aung Zaw Zaw Phyo, professor da Escola de Saúde Pública e Medicina Preventiva da Universidade Monash e primeiro autor do estudo, explicou que o declínio físico observado em participantes que tiveram um evento cardiovascular posterior foi diferente do declínio físico que é normal durante o envelhecimento: trata-se de um declínio progressivo e acelerado ao longo do tempo.
A Dra. Joanne Ryan, chefe da unidade de pesquisa em Neuropsiquiatria Biológica e Demência da Universidade Monash e autora sênior do estudo, destacou que se a capacidade de uma pessoa realizar suas atividades habituais estiver diminuindo além do esperado para a sua idade, é importante discutir essa mudança com seu médico.
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