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Paciente em teleconsulta com médica
Por Redação SciAdvances
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Os avanços da telemedicina, incluindo as teleconsultas por vídeo ou por chamada telefônica, têm melhorado o acesso a consultas, exames e diagnóstico de doenças, principalmente para pessoas que vivem em lugares remotos ou sem acesso fácil ao sistema de saúde.
Com a evolução das tecnologias digitais e do acesso à internet, esse tipo de inclusão tem sido cada vez mais usado em diversos países para aproximar pacientes e médicos e facilitar o acompanhamento de tratamentos.
Entretanto, ainda são poucos os estudos que consideraram a qualidade dos resultados sob a perspectiva dos pacientes, tanto no que diz respeito à qualidade da interação quanto à efetividade dos resultados alcançados.
Pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), em Portugal, analisaram mais de 184 mil consultas por vídeo e por telefone registadas numa plataforma de telemedicina portuguesa, no setor privado, entre 2021 e 2023.
O objetivo do estudo, publicado na revista científica BMC Primary Care, foi comparar indicadores de qualidade e reunir evidências sobre a aplicação das teleconsultas, considerando sexo e idade dos pacientes.
Os resultados indicaram que as mulheres recorrem mais às teleconsultas, sendo responsáveis por 54% das teleconsultas por vídeo e 66% das teleconsultas por telefone. A idade mediana dos pacientes foi de 37 anos, com pacientes mais novos nas consultas por vídeo (mediana de 31 anos) e com idade mais elevada nas consultas por telefone (mediana de 48 anos).
Os pacientes mais velhos tenderam a escolher o telefone, o que pode estar relacionado com a maior dificuldade em lidar com as novas tecnologias ou com a falta de internet em casa.
De acordo com o Dr. Daniel Beirão, pesquisador e professor da Universidade do Porto e primeiro autor do estudo, a grande maioria das consultas foi percebida como útil pelos pacientes, sobretudo os que tiveram consultas por vídeo.
O pedido de uma nova consulta dentro de 24 horas a partir da primeira consulta foi menor no caso de consultas por vídeo (4,2%), em relação às consultas por telefone (7,4%).
Um número importante do estudo foi que apenas 13,4% pacientes tiveram necessidade de uma avaliação presencial pelo médico após a teleconsulta, o que mostra a efetividade do serviço de telemedicina.
Segundo os pesquisadores, a utilização de um modelo híbrido que combine consulta presencial com consulta por vídeo e/ou por telefone, com critério clínico, agenda própria e registo adequado, poderia reduzir tempos de espera por consultas e libertar consultas presenciais para quem mais precisa dessa forma de atendimento.
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