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A grande maioria das pessoas não precisa de suplementos alimentares
Por Redação SciAdvances
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O Dr. Hans Hauner, professor do Centro de Medicina Nutricional da Universidade Técnica de Munique (TUM), na Alemanha, faz questão de destacar que suplementos alimentares tanto podem ser benéficos quanto representar riscos à saúde.
O fato recorrente é que muitas publicações, principalmente em redes sociais e com intuito apenas comercial, destacam ‘qualidades’ de suplementos alimentares sem que haja evidências científicas sobre seus resultados.
No caso de suplementos vitamínicos, por exemplo, a maioria dos estudos não tem demonstrado benefícios para a saúde, sugerindo até possíveis malefícios.
O professor Hans Hauner destacou que estudos em larga escala já demonstraram que antioxidantes como vitamina C, vitamina E e betacaroteno não oferecem benefícios para a saúde do coração e, em alguns casos, podem até representar riscos sérios. Suplementos de ômega-3 ou óleo de peixe, por exemplo, podem aumentar o risco de fibrilação atrial, enquanto a ingestão excessiva de vitamina E pode elevar o risco de insuficiência cardíaca.
A exceção é a suplementação de vitamina B₁₂ para pessoas que seguem dietas veganas ou vegetarianas, quando os exames de sangue indicam níveis baixos da vitamina.
Segundo o especialista, a grande maioria das pessoas consegue obter quantidades adequadas de nutrientes por meio de uma dieta variada e saudável, sem a necessidade de suplementos. Casos específicos podem ser avaliados por profissionais de nutrição qualificados, para um aconselhamento individualizado e seguro.
Regulamentação exige, em muitos casos, apenas o registro do produto
Na Alemanha, o registro de um suplemento alimentar no Escritório Federal de Proteção ao Consumidor e Segurança Alimentar é suficiente para sua comercialização.
No Brasil, a grande maioria dos suplementos alimentares também não passa por uma avaliação prévia ou análise detalhada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) antes da venda: a empresa fabricante ou importadora deve apenas informar e cadastrar o produto diretamente no sistema da Anvisa (notificação obrigatória), sendo de sua responsabilidade a segurança e qualidade dos ingredientes do produto.
Para o professor Hans Hauner, deveria haver um processo de revisão simples e rápido antes de um produto chegar ao mercado, para determinar se está em conformidade com os requisitos da legislação alimentar e se as alegações publicitárias dos fabricantes e distribuidores são cientificamente justificadas.
Em suas publicações, o Portal SciAdvances tem o único objetivo de divulgação científica, tecnológica ou de informações comerciais para disseminar conhecimento. Nenhuma publicação do Portal SciAdvances tem o objetivo de aconselhamento, diagnóstico, tratamento médico ou de substituição de qualquer profissional da área da saúde. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado para a devida orientação, medicação ou tratamento, que seja compatível com suas necessidades específicas.
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