Com publicação científica

Gelo marinho do Ártico
Novo modelo computacional explica mistério do movimento do gelo marinho no Ártico
Estudo considerou um efeito simples para explicar movimentos que intrigavam os cientistas

Milosz Maslanka via Shutterstock

Blocos de gelo na Groenlândia

Por Redação SciAdvances

18 de setembro de 2026, 11:01

Fonte

Áreas

Ciência Ambiental, Engenharia Ambiental, Geociências, Geografia, Modelagem Climática, Modelagem Matemática, Mudanças Climáticas, Oceanografia, Simulação Computacional

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Gelo marinho do Ártico

O gelo marinho do Ártico não forma uma camada única e contínua: na verdade, é composto por blocos individuais que variam de metros a quilômetros de extensão.

Os cientistas sabem que o vento é uma força importante no deslocamento desses blocos de gelo. Porém, essa não é a única condição física responsável pela movimentação, visto que a velocidade de deslocamento do gelo pode variar inesperadamente, e a dispersão ocorre muito mais lentamente do que o previsto por modelos simples baseados apenas na ação do vento.

Até agora, pesquisadores propuseram várias explicações para essas diferenças observadas, incluindo padrões de vento incomuns, redemoinhos oceânicos e fraturas no gelo. Mas ainda não havia uma explicação que unificasse essas hipóteses.

Avanço: colisões entre blocos individuais afeta movimentação do gelo marinho

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia e da Universidade da Califórnia em Riverside (UC Riversidade), nos EUA, e publicado na revista científica Physical Review Letters, ajudou a esclarecer um mistério antigo sobre a movimentação do gelo marinho no Ártico.

Os pesquisadores descobriram que colisões entre blocos individuais de gelo podem explicar esses movimentos, o que pode ajudar a prever para onde o gelo marinho se deslocará à medida que o Ártico aquece.

O Dr. Bhargav Rallabandi, professor do Departamento de Engenharia Mecânica da UC Riverside e autor sênior do estudo, explicou que, sob a ação do vento, blocos de gelo reunidos no mesmo local acabam colidindo entre si e transferindo energia para blocos vizinhos.

Resultados de modelo computacional foram validados com medições locais

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Autores/Pesquisadores Citados

Professor do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade da Califórnia em Riverside (UC Riversidade)

Publicação

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