Com publicação científica

Tecnologia biorreabsorvível
Novas baterias podem ser usadas em dispositivos bioeletrônicos ingeríveis
Nova tecnologia foi testada em laboratório e em animais e mostrou bons resultados

Cliparea via Shuttertock

Ilustração 3D destacando o posicionamento anatômico do estômago

Por Redação SciAdvances

22 de setembro de 2026, 14:42

Fonte

Áreas

Bioeletrônica, Bioengenharia, Biofísica, Biomateriais, Biomecânica, Computação, Endocrinologia, Engenharia Biomédica, Gastroenterologia, Medicina

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Tecnologia biorreabsorvível

Dispositivos ingeríveis que possam ficar residentes no trato gastrointestinal por um tempo predeterminado podem ser úteis tanto para a liberação controlada de fármacos quanto para atividades de sensoriamento com comunicação sem fio com o meio externo.

Dentre os vários desafios enfrentados por essas novas tecnologias, está a sua fonte de energia. Não é fácil alimentar esses dispositivos com energia suficiente para sua operação.

Além das possibilidades já usadas, como fontes externas que transmitem energia sem fio ou a própria coleta de energia a partir do trato gastrointestinal, existe uma busca por baterias que possam acompanhar os dispositivos ingeríveis e que não causem qualquer tipo de problema ao corpo humano.

Avanço: bateria com materiais biocompatíveis e biorreabsorvíveis pode viabilizar várias tecnologias ingeríveis

Sob a liderança do Dr. Giovanni Traverso, professor de Engenharia Mecânica do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos EUA, pesquisadores desenvolveram um novo tipo de bateria de magnésio e trióxido de molibdênio que pode alimentar dispositivos bioeletrônicos ingeríveis. Os materiais são biocompatíveis e biorreabsorvíveis e podem ser consumidos com segurança em pequenas quantidades.

No estudo, publicado na revista científica Nature Chemical Engineering, os pesquisadores usaram a nova bateria para alimentar um dispositivo de identificação por rádio frequência (RFID) que pode transmitir dados a partir do estômago e uma cápsula que produz uma pequena corrente elétrica que estimula a produção da grelina, conhecida como o ‘hormônio da fome’.

Foram projetadas duas versões diferentes da bateria que podem ser usadas para diferentes aplicações: um disco com 7,5 milímetros de diâmetro e uma barra retangular com 24 milímetros de comprimento.

Resultados mostraram que bateria continuou operacional por tempo adequado em dois casos testados

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Autores/Pesquisadores Citados

Professor de Engenharia Mecânica do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT)

Publicação

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