Com publicação científica

Medicina bioeletrônica personalizada
Tecnologia conecta dispositivos vestíveis e implantes através dos tecidos do corpo
Pesquisa pode marcar o início de uma nova era da medicina bioeletrônica personalizada

Candler Hobbs, Georgia Tech

Nova tecnologia viabiliza dispositivos ​​pequenos o suficiente para serem implantados por meio de seringa

Por Redação SciAdvances

29 de setembro de 2026, 10:10

Fonte

Áreas

Bioeletrônica, Bioengenharia, Biofísica, Biomateriais, Biomecânica, Engenharia Biomédica, Entrega de Medicamentos, Reabilitação, Simulação Computacional, Sistemas de Controle

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Medicina bioeletrônica personalizada

Tecnologias vestíveis que realizam medições de grandezas importantes para a saúde (sensores) e tecnologias implantáveis que podem efetuar ações terapêuticas de controle (atuadores) – como a liberação controlada de fármacos dentro do corpo ou mesmo a estimulação de nervos – têm evoluído muito nos últimos anos.

Essas tecnologias têm enorme potencial para provocar uma verdadeira revolução na medicina personalizada e de precisão, através de ações terapêuticas que consideram parâmetros individuais e podem ser entregues em locais específicos do corpo, eventualmente sem precisar entrar na circulação sistêmica.

Mas esses dispositivos sensores e atuadores podem estar dispostos em lugares diferentes do corpo. Nesse caso, a interconexão não é simples, e persiste como desafio para o desenvolvimento de tecnologias completas que podem agir de modo automático, em malha fechada, completando o ciclo de controle.

Avanço: tecnologia usa a condutividade iônica natural dos tecidos corporais para comunicação

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Georgia (Georgia Tech) e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos EUA, conseguiram criar um sistema de comunicação sem fio que usa os próprios tecidos corporais para transmitir sinais entre dispositivos vestíveis e implantes.

O novo conceito de comunicação foi chamado de ‘Sistema de Rede Sem Fio Inteligente e Autônomo’ (SWANS) e permite que os dispositivos fiquem interconectados de uma maneira inédita, o que viabilizaria a presença de sensores e atuadores em diferentes partes do corpo.

Os pesquisadores explicaram que o sistema SWANS utiliza a condutividade iônica natural dos tecidos corporais como meio de conexão entre os dispositivos, é escalável e permite múltiplas interconexões entre dispositivos e implantes, inclusive se estiverem localizados em uma região profunda do corpo.

O Dr. Alex Abramson, professor do Georgia Tech e autor sênior do estudo, destacou que a tecnologia torna possível posicionar sensores no local ideal para detectar um sinal biológico e colocar atuadores onde for mais eficaz para realizar uma ação terapêutica.

Cada implante é programado para responder a pulsos elétricos de tensão e duração específicas, transmitidos através do tecido de um dispositivo para outro. Uma central externa vestível coordena as leituras dos sensores dos implantes e direciona as ações terapêuticas executadas pelos demais dispositivos, de modo que o sistema SWANS precisa transmitir apenas pequenas quantidades de dados entre os dispositivos.

A inovação foi publicada na revista Science.

Em animais, resultados mostraram como a tecnologia pode funcionar

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