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Chá verde com folhas, folhas secas e extrato em pó
Por Redação SciAdvances
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Na Universidade de Waterloo, no Canadá, a professora Zoya Leonenko lidera um grupo de pesquisa que utiliza recursos como microscopia de força atômica (AFM), microscopia de força de sonda Kelvin (KPFM), ressonância plasmônica de superfície (SPR) e eletrofisiologia de nanoporos para estudar a biofísica de membranas lipídicas e as interações entre membranas e proteínas, com aplicações em bionanotecnologia, neurociência molecular e biologia quântica.
Atualmente, três estudantes da Universidade de Waterloo estão desenvolvendo uma nova pesquisa no laboratório da Dra. Zoya Leonenko, em busca de respostas sobre a doença de Alzheimer.
Charlotte Baur (estudante de Física Biológica e Médica), Hugh Hossfeld (estudante de Ciências) e Isabella Barichello (estudante de Engenharia Biomédica) estão investigando como o galato de epigalocatequina (EGCG) — um antioxidante vegetal encontrado no chá verde — pode ajudar a proteger contra danos celulares que levam à doença de Alzheimer.
No laboratório, os estudantes estão pesquisando como proteger a bainha de mielina no cérebro e retardar ou evitar a doença de Alzheimer.
Segundo Charlotte Baur, a equipe está analisando a membrana lipídica de uma célula, que já foi modelada com base em um neurônio para estudar sua eletrofisiologia. A estudante explicou que a compreensão sobre como a membrana conduz correntes iônicas e como certas moléculas podem afetar essa capacidade pode ajudar no avanço da pesquisa.
A pesquisa é uma continuação de estudos anteriores nos quais compostos como a melatonina e a trealose foram examinados quanto aos seus potenciais efeitos protetores, estabelecendo uma base para o foco da equipe de pesquisa no EGCG.
Testes mostraram potencial protetor do chá verde
Os estudantes estão testando versões de modelos de membranas celulares neuronais para descobrir sua resposta à proteína beta-amiloide, que contribui para a doença de Alzheimer.
Utilizando técnicas de eletrofisiologia, o estudo investiga se o EGCG oferece proteção contra a formação de placas da beta-amiloide.
Hugh Hossfeld explicou que a passagem de íons pela membrana é importante: se menos íons estiverem passando, isso sugere que o EGCG está oferecendo uma barreira de proteção.
Os experimentos já realizados sugerem que o extrato de chá verde tem potencial para proteger a bainha de mielina contra danos.
Isabella Barichello está utilizando a ressonância plasmônica de superfície para observar como a proteína beta-amiloide se fixa à superfície da bainha de mielina e se o tratamento com EGCG pode reduzir ou prevenir o acúmulo da proteína na membrana.
No laboratório, Isabella elaborou protocolos experimentais, conduziu estudos de controle e analisou padrões de ligação molecular para investigar os potenciais efeitos protetores do EGCG.
Os estudantes esperam que o estudo possa contribuir para o desenvolvimento de tratamentos que ajudem a proteger a saúde cerebral.
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