Com publicação científica

Risco de Demência
Vacina recombinante contra herpes-zóster pode reduzir risco de demência em idosos
Usando emulação de ensaio clínico alvo, estudo analisou dados de mais de 500 mil idosos
Two elderly hands hold puzzle pieces about to connect, symbolizing partnership and connection on a light wood surface and/or collaborative effort in aging.

Andranik Hakobyan via Shutterstock

Por Redação SciAdvances

13 de agosto de 2026, 13:25

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Áreas

Biologia, Biomedicina, Biotecnologia, Entrega de Medicamentos, Epidemiologia, Farmacologia, Imunologia, Medicina, Neurociências, Neurologia, Psiquiatria, Toxicologia, Vacinas, Virologia

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Risco de Demência

Para quem já teve catapora, o vírus varicela-zóster permanece latente no sistema nervoso por décadas e pode ser reativado posteriormente na forma de herpes-zóster, causando erupções cutâneas dolorosas.

Um estudo publicado em 2024 na revista científica Alzheimer’s Research & Therapy já tinha mostrado que pessoas que desenvolvem herpes-zóster correm um risco cerca de 20% maior de declínio cognitivo, incluindo demência.

Considerando essa associação, uma questão que tem sido motivo de pesquisa nos últimos anos é a influência da vacina contra o herpes-zóster sobre a redução do risco de demência em pessoas idosas.

Avanço: estudo usou diferentes abordagens da epidemiologia para analisar dados reais

Um novo estudo, publicado na revista científica Annals of Internal Medicine, avançou nas evidências sobre o efeito de vacina recombinante contra o herpes-zóster sobre o risco de demência em pessoas idosas.

O estudo contou com financiamento da GlaxoSmithKline, que é fabricante de vacina recombinante contra o herpes-zoster, e foi liderado por pesquisadores da Universidade Brown, nos EUA.

O estudo de coorte longitudinal usou emulação de ensaio-alvo – que simula um ensaio randomizado utilizando dados de saúde reais – e uma abordagem chamada ‘clonagem, censura e ponderação’, considerando dados de prontuários eletrônicos de saúde de mais de 500.000 pessoas em instituições de longa permanência nos EUA, com idade média de 79 anos, que foram acompanhadas por até 4 anos. Apenas cerca de 8.000 das mais de 500.000 pessoas incluídas no estudo optaram por tomar a vacina contra o herpes-zoster.

O Dr. Daniel Harris, professor de Epidemiologia na Universidade de Delaware e coautor do estudo, destacou que, embora o número final de pessoas vacinadas tenha sido relativamente pequeno em relação ao total de participantes, o número ainda é maior do que o observado na maioria dos estudos clínicos.

Resultados mostraram redução do risco de demência após vacinação

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Autores/Pesquisadores Citados

Professor de Epidemiologia na Universidade de Delaware

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