Com publicação científica

Risco de câncer
Triagem genômica neonatal poderia rastrear risco de câncer na infância
A partir de amostras de sangue de rotina, análise genética ao nascer poderia apontar risco e facilitar acompanhamento precoce

Gorodenkoff via Shutterstock

Recém-nascido ainda na maternidade

Por Redação SciAdvances

22 de agosto de 2026, 11:51

Fonte

Áreas

Análises Clínicas, Bioinformática, Biologia, Biomedicina, Bioquímica, Biotecnologia, Epidemiologia, Genética, Genômica, Medicina, Neonatologia, Oncologia, Pediatria

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Risco de câncer

Em geral, bebês recém-nascidos passam rotineiramente por uma triagem para um grupo de doenças raras e tratáveis, realizada por meio de testes bioquímicos em algumas gotas de sangue coletadas do calcanhar do bebê.

Atualmente, o risco de câncer não é incluído nessa triagem, pois isso exigiria o sequenciamento de DNA. Além dos custos associados, há também aspectos bioéticos envolvidos, já que ter predisposição genética não significa que a doença irá se manifestar.

De qualquer modo, com a análise genômica, poderia ser possível utilizar as mesmas amostras de sangue para detectar mutações novas ou hereditárias que poderiam predispor algumas crianças ao câncer.

Avanço: análise genética pode viabilizar acompanhamento precoce desde o nascimento

Um novo estudo populacional mostrou que a inclusão de testes genéticos na triagem neonatal de rotina poderia identificar alguns bebês com risco aumentado de desenvolver câncer antes do surgimento dos sintomas.

O estudo, publicado na revista Nature Communications, foi liderado por pesquisadores da Escola Médica de Harvard, Instituto de Câncer Dana-Farber, Boston Children’s Hospital, Mass General Brigham, Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e Instituto Broad, nos EUA.

Os pesquisadores analisaram amostras de sangue seco de recém-nascidos de 1.948 crianças que, posteriormente, desenvolveram um tumor sólido ou tumor cerebral até os 8 anos de idade. Utilizando um painel de 11 genes ligados a síndromes de predisposição ao câncer pediátrico, foram identificadas variantes patogênicas ou provavelmente patogênicas em 132 crianças, quase 7% do grupo.

O estudo de grande porte é um dos primeiros a avaliar a viabilidade de detectar o risco de câncer ao nascimento por meio de triagem neonatal baseada no sequenciamento de DNA.

O Dr. Richard Parad, professor de Pediatria na Escola Médica de Harvard e autor sênior do estudo, destacou que a triagem genômica neonatal pode identificar crianças com alto risco de câncer precoce, permitindo a implementação de protocolos de vigilância validados.

Resultados mostraram que triagem neonatal poderia melhorar diagnóstico precoce

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