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Amostra de água contaminada com microplásticos
Por Redação SciAdvances
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Já faz anos que cientistas detectaram microplásticos no sangue, nos pulmões e até mesmo na placenta humana. Mas a ciência ainda não tem respostas para questões sobre a influência detalhada dos microplásticos no corpo humano e sobre o que pode ser feito para evitar que esses efeitos aconteçam.
Recentemente, um projeto sobre microplásticos ambientais e seus efeitos sobre a patologia sistêmica, inflamação e carcinogênese (chamado estudo EMPATHIC), nos EUA, está rastreando toda a trajetória dos microplásticos, desde o ambiente até os tecidos humanos, para investigar como esses materiais podem levar a patologias, incluindo o câncer. O projeto envolve pesquisadores da Universidade do Texas em Austin e do MD Anderson Cancer Center.
Mas essa tarefa não é simples. A complexidade já começa nos próprios microplásticos, que possuem diferentes tamanhos, formas e composições químicas.
Para avançar neste conhecimento, os pesquisadores estão procurando identificar e caracterizar as partículas encontradas em alimentos e na água, e determinar onde essas partículas se acumulam nos tecidos e se elas provocam alterações associadas ao câncer ou afetam a eficácia de tratamentos.
Durante o primeiro ano do novo projeto, os cientistas desenvolveram ferramentas fundamentais necessárias para começar a responder a essas questões biológicas.
Segundo o Dr. Andrea Viale, professor de Medicina Genômica do MD Anderson Cancer Center, já estão sendo observadas alterações biológicas mensuráveis em animais expostos a microplásticos de grau alimentício, com mudanças no metabolismo e em outras vias bioquímicas que sugerem que o organismo está reagindo muito antes dos danos se tornarem evidentes.
De acordo com o professor, a equipe espera determinar se a exposição prolongada a microplásticos contribui para o aumento de casos de câncer de início precoce.
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