
Iryna Inshyna via Shutterstock
Bebê prematuro em UTI neonatal
Por Redação SciAdvances
Fonte
Áreas
Compartilhar
Quando a troca gasosa nos pulmões não acontece de modo adequado, além da ventilação mecânica clássica, uma das alternativas tecnológicas é usar oxigenadores sanguíneos, dispositivos que realizam a troca de oxigênio e dióxido de carbono fora do corpo e devolvem o sangue oxigenado ao paciente.
Porém, os oxigenadores sanguíneos atuais são projetados principalmente para pacientes adultos, o que traz um desafio em sua aplicação crítica em bebês prematuros.
Um dos avanços tecnológicos recentes é a implementação de oxigenadores extracorpóreos baseados em microfluídica como alternativa tecnológica para viabilizar a respiração neonatal.
Oxigenador sanguíneo para bebês prematuros
Pesquisadores da Universidade McMaster, no Canadá, estão desenvolvendo uma nova alternativa de fabricação de dispositivos microfluídicos que podem funcionar como oxigenadores sanguíneos para ajudar bebês prematuros com desconforto respiratório.
Anand Sojan, doutorando no laboratório do professor Ravi Selvaganapathy, desenvolveu e testou uma nova técnica de fabricação híbrida que combina impressão 3D com moldes temporários de açúcar, que se dissolvem após a produção.
Os novos oxigenadores microfluídicos viabilizam a mesma troca gasosa dos pulmões, mas utilizando apenas uma fração do volume de sangue exigido pelos oxigenadores convencionais.
Fabricação facilita produção em escala
O novo método de fabricação substitui os moldes convencionais por estruturas de açúcar impressas em 3D que, após serem revestidas com membranas de silicone permeáveis a gases, se dissolvem em água quente, formando então os microcanais do dispositivo.
Segundo os pesquisadores, o uso do açúcar elimina a necessidade de solventes químicos agressivos, como a acetona, que tornam a fabricação mais complexa e poderiam, potencialmente, infiltrar-se na corrente sanguínea.
No atual estágio da pesquisa, Anand Sojan fabricou um protótipo capaz de atender aos requisitos nominais de oxigenação de um bebê prematuro de um quilograma com síndrome do desconforto respiratório.
Embora ainda seja uma prova de conceito, o protótipo demonstra que essa abordagem pode produzir oxigenadores funcionais que operam com volumes de sangue significativamente menores do que os sistemas convencionais.
Segundo o doutorando, o objetivo de longo prazo é criar oxigenadores compactos que possam oferecer suporte respiratório a bebês prematuros, reduzindo muitos dos desafios associados às tecnologias de suporte à vida existentes atualmente.
Publicidade
Últimos avanços

Liline Fermin, Universidade Maastricht

PeopleImages via Shutterstock

MargJohnsonVA via Shutterstock
Publicidade
Autores/Pesquisadores Citados
Instituições Citadas
Publicidade
Outros avanços

Instituto de Tecnologia de Massachusetts





