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Por Redação SciAdvances
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A monitorização do estado de saúde das populações de cetáceos – dentre eles o golfinho-comum – é fundamental para compreender os impactos das alterações ambientais, das atividades humanas e das doenças sobre estes animais.
No entanto, a informação disponível sobre a presença de patógenos em golfinhos continua limitada, em grande parte devido às dificuldades associadas à coleta de amostras biológicas, que muitas vezes usa métodos invasivos.
Neste cenário, o desenvolvimento de métodos não invasivos que permitam monitorizar a saúde de cetáceos constitui uma contribuição importante para o estudo da vida marinha.
Uma pesquisa liderada por cientistas do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) e da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, em Portugal, desenvolveu uma nova metodologia não invasiva para identificar potenciais agentes patogênicos no ar exalado pelo espiráculo de golfinhos-comuns (Delphinus delphis) durante a respiração.
Como em humanos, o ar exalado pelos golfinhos contém microrganismos e outras partículas biológicas que podem fornecer informações valiosas sobre o seu estado de saúde.
Os pesquisadores utilizaram a tecnologia de sequenciamento PacBio, para sequenciar moléculas individuais em tempo real e obter informação genética de alta qualidade sobre as comunidades microbianas presentes nas amostras analisadas.
Então, foi usada uma abordagem computacional avançada para a identificação de potenciais patógenos.
O estudo internacional, que envolveu dez instituições de pesquisa, é o primeiro a caracterizar o microbioma do sopro do golfinho-comum utilizando a metodologia e foi publicado na revista científica Microbial Genomics.
Os resultados mostraram que a estratégia pode ser eficaz na detecção de potenciais patógenos em cetáceos.
O trabalho representa a primeira caracterização do microbioma do sopro do golfinho-comum utilizando uma metodologia especificamente desenvolvida para a identificação de agentes patogênicos.
A Dra. Catarina Magalhães, pesquisadora do CIIMAR e autora sênior do estudo, destacou que o estudo é passo importante para viabilizar a monitorização não invasiva da saúde dos cetáceos no futuro, inclusive populações marinhas selvagens.
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Acesse o artigo científico completo (em inglês).
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