Com publicação científica

Doença de Parkinson
Com relógio inteligente e IA, cientistas conseguem detectar Parkinson a partir de tarefa simples em casa
Método consegue descobrir comprometimentos motores associados ao Parkinson em uma tarefa de um minuto

Divulgação, Universidade Politécnica de Madri

Ilustração do experimento realizado no estudo

Por Redação SciAdvances

24 de junho de 2026, 17:06

Fonte

Áreas

Biofísica, Biomecânica, Ciência de Dados, Computação, Dispositivos Vestíveis, Envelhecimento, Epidemiologia, Fisiatria, Fisioterapia, Gerontologia, Neurociências, Neurologia, Saúde Mental, Saúde do Idoso, Terapia Ocupacional

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Doença de Parkinson

Causada pela degeneração de células cerebrais que produzem dopamina, a doença de Parkinson é um distúrbio neurodegenerativo progressivo que afeta os movimentos e a qualidade de vida de milhões de pessoas em todo o mundo.

Um dos sintomas comuns em pessoas com Parkinson é a realização de movimentos mais lentos que o normal (bradicinesia), com perda progressiva na amplitude, velocidade ou força com que uma ação repetitiva é realizada.

Normalmente, essa limitação de movimentos é identificada através de uma análise clínica por especialistas. Mas cientistas também estão tentando desenvolver ferramentas que permitam essa identificação de movimentos limitados mesmo em uma situação cotidiana comum, o que poderia acelerar o diagnóstico da doença.

Avanço: algoritmo de aprendizado de máquina consegue identificar movimentos lentos em tarefa rotineira realizada em casa

Pesquisadores da Universidade Politécnica de Madri (UPM), na Espanha, e da Universidade do Minho, em Portugal, propuseram uma nova abordagem para identificar a doença de Parkinson: analisar como uma pessoa bate um ovo durante um minuto enquanto usa um relógio inteligente.

A tarefa exige movimentos repetitivos de flexão-extensão e rotação do punho, a manutenção de um ritmo relativamente constante e energia de movimento sustentada ao longo do tempo.

A ideia é processar os registros de velocidade e aceleração que o relógio faz com seus sensores inerciais com um algoritmo de aprendizado de máquina para estimar a qualidade do movimento.

O estudo, publicado na revista científica Technologies, envolveu 22 pessoas com doença de Parkinson e 16 indivíduos saudáveis ​​que atuaram como grupo controle.

Cada participante realizou a tarefa durante uma semana, inicialmente sob supervisão e posteriormente em casa, sem supervisão direta. No final da semana, o estudo foi concluído com uma sessão final supervisionada. Esse desenho permitiu comparar o desempenho do sistema tanto em um ambiente controlado quanto em condições reais normais.

Os pesquisadores destacaram que o objetivo da pesquisa não é substituir a avaliação clínica, mas verificar se uma tarefa cotidiana simples e reprodutível pode fornecer informações objetivas sobre a condição motora de uma pessoa.

Algoritmo teve boa acurácia na identificação das manifestações clínicas de bradicinesia

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