Com publicação científica

Esclerose Múltipla
Proteína medida em exame de sangue pode mostrar progresso invisível da esclerose múltipla
Biomarcador sanguíneo pode ajudar a monitorar avanço lento da doença e resposta ao tratamento
Caregiver kneels beside an elderly man in a wheelchair, in a bright living room, offering support and conversation.

PeopleImages via Shutterstock

Enfermeira cuidando de paciente com esclerose múltipla

Por Redação SciAdvances

8 de agosto de 2026, 12:11

Fonte

Áreas

Análises Clínicas, Biomedicina, Bioquímica, Cuidados Paliativos, Desenvolvimento de Fármacos, Enfermagem, Epidemiologia, Estudo Clínico, Gerontologia, Medicina, Neurociências, Neurologia, Psicologia, Psiquiatria, Saúde Mental, Saúde do Idoso

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Esclerose Múltipla

Em pacientes com esclerose múltipla, o declínio das capacidades físicas e cognitivas pode acontecer continuamente, mesmo sem a ocorrência explícita de recidivas da doença.

Atualmente, um dos desafios da ciência é identificar esse processo lento de declínio e quantificar sua evolução, tanto para conseguir acompanhar o progresso da doença quanto para avaliar a resposta ao tratamento.

Um exame de sangue que tem sido usado para acompanhar a esclerose múltipla mede a cadeia leve de neurofilamentos (NfL), um biomarcador que reflete principalmente a lesão neuroaxonal causada pela atividade inflamatória aguda da doença.

Mas, apesar de representar a assinatura biológica deixada pela inflamação, esse biomarcador não retrata especificamente a progressão lenta da doença.

Avanço: estudo internacional indicada novo biomarcador para acompanhar progresso lento da esclerose múltipla

Um grupo internacional de pesquisa composto por cientistas da Suíça, Itália, Espanha, Alemanha, França, Áustria, Suécia, China, EUA e Reino Unido conseguiu avançar na identificação de um novo biomarcador sanguíneo específico para detectar a progressão lenta da esclerose múltipla.

Sob a liderança do Dr. Jens Kuhle, professor da Universidade de Basileia e do Hospital Universitário de Basileia, na Suíça, os cientistas analisaram mais de 18.000 amostras de sangue e dados clínicos de mais de 2.300 pessoas com esclerose múltipla que participaram de dois dos maiores estudos de coorte de longo prazo sobre a doença, realizados na Suíça e nos Estados Unidos.

Em uma publicação na revista científica JAMA Neurology, a equipe de pesquisa relatou que níveis séricos elevados da proteína ácida fibrilar glial (GFAP) – uma proteína liberada pelos astrócitos no cérebro quando são ativados ou sofrem lesões – estavam associados ao risco de progressão da incapacidade, tanto em curto quanto em longo prazo.

Os cientistas também relataram que o biomarcador já utilizado (a NfL) forneceu informações diferentes, refletindo principalmente a atividade inflamatória da doença e o risco de surtos futuros. Assim, em conjunto, os dois biomarcadores (NfL e GFAP) poderiam mostrar um cenário mais preciso da doença.

Dinâmica da proteína GFAP pode ajudar a avaliar resposta ao tratamento

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Autores/Pesquisadores Citados

Professor da Universidade de Basileia e do Hospital Universitário de Basileia
Pesquisador do Hospital Universitário de Basileia

Publicação

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