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DataBase Center for Life Science (DBCLS) via Wikimedia Commons
Candida albicans
Por Redação SciAdvances
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O fungo Candida albicans é um microrganismo natural e comum do corpo humano que convive em equilíbrio com o microbioma sem causar danos na maioria dos casos.
Porém, em pessoas com o sistema imunológico debilitado ou mesmo durante o uso de antibióticos, o fungo pode se multiplicar exageradamente.
Em casos extremos, o fungo pode entrar na corrente sanguínea e causar candidíase sistêmica, afetando órgãos como coração, rins, fígado e cérebro, podendo ser fatal.
Infecções fúngicas matam mais de 2,5 milhões de pessoas por ano em todo o mundo. Estima-se que apenas o fungo Candida albicans seja responsável por centenas de milhares dessas mortes.
Agora, um estudo liderado por cientistas do King’s College London (KCL) e publicado na revista científica Nature Microbiology, trouxe uma nova descoberta sobre um motivo da infecção sistêmica por Candida albicans, que pode ser fatal.
Os cientistas concentraram-se na sinalização de uma via imunológica importante no combate a infecções: a interleucina-1 (IL-1), uma proteína do tipo citocina produzida pelo sistema imunológico.
Em experimentos com animais, camundongos geneticamente modificados para não produzir a IL-1 desenvolveram quadros graves da doença ao serem expostos à Candida albicans.
Caso os resultados sejam confirmados em humanos, a descoberta pode fornecer um novo alvo para testes e para terapias medicamentosas, com a finalidade de reduzir os casos fatais provocados pela disseminação do fungo.
Em camundongos com deficiência de IL-1, os cientistas eliminaram os neutrófilos por via medicamentosa, o que permitiu simular a condição de sistema imunológico enfraquecido observada em alguns pacientes imunocomprometidos.
Ao introduzir a Candida albicans na boca desses animais, foi observada, pela primeira vez, a disseminação do fungo pelo corpo e o desenvolvimento de doença fatal, confirmando o papel fundamental da IL-1 na prevenção dessa condição crítica.
Esse avanço pode ajudar na identificação precoce de pacientes em risco a partir de um teste do nível de IL-1.
Segundo os pesquisadores, a via imunológica da IL-1 também poderia representar um mecanismo de defesa mais amplo, ajudando a impedir que fungos normalmente presentes em microbiomas saudáveis se espalhem e causem doenças fatais. Mas, para ter certeza disso, mais estudos são necessários.
Os pesquisadores também sugeriram que futuros estudos clínicos em humanos poderiam avaliar medicamentos que atuam sobre a IL-1 como terapia personalizada para prevenir infecções graves por Candida albicans.
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