Com publicação científica

Toxinas de cianobactérias
Sensor de nanoporo consegue identificar toxinas de cianobactérias em amostras
Novo sensor foi capaz de distinguir sete toxinas provenientes de florações de cianobactérias e detectar toxina comum em concentrações extremamente baixas
Lakeside scene with bright green water near the shore, pebbles on the bank, and trees in the distance under a partly cloudy sky.

PJ photography via Shutterstock

Floração de cianobactérias

Por Redação SciAdvances

7 de agosto de 2026, 16:55

Fonte

Áreas

Bacteriologia, Biologia, Biotecnologia, Biotecnologia Marinha, Ciência Ambiental, Engenharia Biológica, Microbiologia, Monitoramento Ambiental, Oceanografia, Qualidade da Água, Saneamento

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Toxinas de cianobactérias

As cianobactérias são um grupo específico de bactérias que realiza fotossíntese, podendo ser encontradas em lagos, rios, represas, oceanos e ambientes vizinhos.

Nestes ambientes aquáticos, as cianobactérias podem se multiplicar de maneira rápida e densa, formando as chamadas florações, que ficam visíveis na forma de uma camada verde na água.

Essas florações podem liberar microcistinas, uma família de toxinas que ameaçam o abastecimento de água potável, as águas recreativas e os ecossistemas aquáticos.

Mais de 300 variantes de microcistinas, conhecidas como congêneres, já foram identificadas pela ciência; cada uma delas pode produzir efeitos biológicos diversos.

Mas a detecção rápida destas microcistinas ainda é um desafio. Tanto testes de imunoensaio ELISA quanto a cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas em tandem têm suas limitações, seja em relação à identificação de congêneres específicos ou aos requisitos de usabilidade necessários.

Avanço: tecnologia usa proteína para acessar sinal característico de microcistinas

Agora, uma pesquisa liderada por cientistas da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), na Suíça, desenvolveu e testou um sensor de nanoporos capaz de detectar microcistinas em amostras de água com cianobactérias.

O sensor utiliza a proteína aerolisina, que forma espontaneamente um canal em forma de ‘nanoporo’ através de uma membrana fina. Quando uma tensão elétrica é aplicada, o fluxo de íons pelo canal gera uma corrente elétrica.

À medida que uma molécula de microcistina interage com o nanoporo ou passa por ele, ela bloqueia parte dessa corrente elétrica durante um intervalo de tempo. A intensidade e a duração do bloqueio geram um sinal característico daquela microcistina específica.

Apenas com base no acesso a esses sinais, os cientistas conseguiram diferenciar sete congêneres individuais de microcistinas em condições de laboratório.

O estudo foi publicado na revista científica ACS Nano.

Tecnologia foi testada em amostras de água com cianobactérias de lagos na Suíça

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Autores/Pesquisadores Citados

Doutoranda na Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL)

Publicação

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