Com publicação científica

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Ilustração 3D destacando o posicionamento anatômico do estômago
Por Redação SciAdvances
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Dispositivos ingeríveis que possam ficar residentes no trato gastrointestinal por um tempo predeterminado podem ser úteis tanto para a liberação controlada de fármacos quanto para atividades de sensoriamento com comunicação sem fio com o meio externo.
Dentre os vários desafios enfrentados por essas novas tecnologias, está a sua fonte de energia. Não é fácil alimentar esses dispositivos com energia suficiente para sua operação.
Além das possibilidades já usadas, como fontes externas que transmitem energia sem fio ou a própria coleta de energia a partir do trato gastrointestinal, existe uma busca por baterias que possam acompanhar os dispositivos ingeríveis e que não causem qualquer tipo de problema ao corpo humano.
Sob a liderança do Dr. Giovanni Traverso, professor de Engenharia Mecânica do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos EUA, pesquisadores desenvolveram um novo tipo de bateria de magnésio e trióxido de molibdênio que pode alimentar dispositivos bioeletrônicos ingeríveis. Os materiais são biocompatíveis e biorreabsorvíveis e podem ser consumidos com segurança em pequenas quantidades.
No estudo, publicado na revista científica Nature Chemical Engineering, os pesquisadores usaram a nova bateria para alimentar um dispositivo de identificação por rádio frequência (RFID) que pode transmitir dados a partir do estômago e uma cápsula que produz uma pequena corrente elétrica que estimula a produção da grelina, conhecida como o ‘hormônio da fome’.
Foram projetadas duas versões diferentes da bateria que podem ser usadas para diferentes aplicações: um disco com 7,5 milímetros de diâmetro e uma barra retangular com 24 milímetros de comprimento.
Os testes iniciais da nova bateria foram feitos com a exposição a uma solução altamente ácida, que mimetiza o suco gástrico. As baterias funcionaram normalmente por três dias, e depois começou um processo de degradação, concluído em algumas semanas.
Quando embarcada em um dispositivo ingerível para estimular a secreção de grelina no estômago, a bateria foi potente o suficiente para gerar estimulação elétrica contínua por até três dias.
Os pesquisadores também incorporaram a bateria em um dispositivo RFID, projetado para ajudar os pacientes a seguirem seus cronogramas de medicação. Nesse caso, testes em animais mostraram que o dispositivo pode transmitir continuamente a partir do trato gastrointestinal e com um alcance de até 1,5 metro.
Os pesquisadores esperam que esse tipo de bateria possa ser usado em outras tecnologias ingeríveis para terapias ou sensoriamento.
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