Com publicação científica

Divulgação, KAIST
Adesivo eletrocêutico sem fio com microagulhas
Por Redação SciAdvances
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Analgésicos, incluindo opioides, são amplamente utilizados no tratamento da dor crônica, mas seu uso prolongado pode gerar efeitos colaterais e dependência.
Como alternativa a estes tratamentos, diversas pesquisas têm buscado soluções não farmacológicas para o alívio da dor crônica, incluindo o desenvolvimento de sistemas que controlam a dor por meio da estimulação elétrica – os chamados eletrocêuticos.
Mas as novas tecnologias ainda enfrentam vários desafios: dispositivos implantáveis exigem cirurgia e eletrodos fixados à pele podem falhar na condução da corrente elétrica, além de riscos de queimaduras devido a eventuais elevações de temperatura da pele causada pelos dispositivos.
Um estudo liderado por pesquisadores do Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia da Coreia (KAIST), na Coreia do Sul, e publicado na revista científica Nature Communications, propôs um novo sistema de estimulação elétrica vestível capaz de ajudar a controlar a dor crônica.
Com ação através de um eletrodo de microagulhas adesivo, condutivo e sensível à temperatura, a solução usa Internet das Coisas (IoT)) para acionamento remoto via smartphone, mesmo em longas distâncias.
Integrando um eletrodo formado por matrizes de microagulhas de baixa impedância e revestimento de hidrogel condutivo que ajuda a distribuir a corrente de modo uniforme, o sistema sem fio compacto viabiliza a telemedicina baseada em IoT para um tratamento da dor seguro e gerenciado remotamente.
O projeto também inclui um mecanismo de segurança térmica para o caso de aquecimento anormal da pele: quando isso acontece, o adesivo se solta da pele e reduz o risco de queimaduras.
A tecnologia também pode operar com um sistema de controle em malha fechada, quando um sensor de fotopletismografia detecta um possível estado de estresse associado à dor e então aciona a estimulação elétrica de forma automática.
Os resultados experimentais mostraram que a tecnologia melhora a eficiência da injeção de carga e a ativação neural, mantendo a segurança elétrica e térmica.
Em modelos animais pré-clínicos, o dispositivo alcançou eficácia analgésica superior à da estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) convencional com gel, apresentando desempenho comparável ao de analgésicos farmacológicos.
Os pesquisadores ressaltaram que ainda é necessário realizar estudos clínicos adicionais para confirmar a eficácia terapêutica e a segurança do uso em longo prazo em pacientes com dor crônica.
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