Com publicação científica

Órgãos para Transplantes
Tecnologia de monitoramento melhora controle de pulmões doados para transplante
Dispositivo monitora indicadores da saúde do órgão para transplante em tempo real

Divulgação, Universidade de Waterloo

Sensor tem design modular composto por pequenas lâminas de vidro

Por Redação SciAdvances

13 de setembro de 2026, 11:10

Fonte

Áreas

Análises Clínicas, Bioeletrônica, Bioengenharia, Biomedicina, Cirurgia, Engenharia Biomédica, Medicina, Patologia, Transplantes

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Órgãos para Transplantes

Segundo o Instituto Nacional de Excelência em Saúde e Cuidados do Reino Unido, mais de três quartos dos pulmões doados e oferecidos para transplante não são utilizados. E isso acontece em um cenário de escassez crônica de órgãos para pacientes com doença pulmonar em estágio terminal.

Antes do transplante, pulmões doados podem ser mantidos e avaliados por meio da perfusão pulmonar ex vivo (EVLP). Durante esse processo, médicos especialistas avaliam o metabolismo do pulmão acessando os níveis de glicose e lactato em uma solução rica em nutrientes.

Atualmente, essas medições são realizadas cerca de uma vez por hora e exigem coleta manual de amostras e análise laboratorial. Porém, alterações metabólicas importantes no órgão podem ocorrer nesses intervalos de tempo.

Avanço: tecnologia modular consegue acessar biomarcadores de saúde do órgão doado em tempo real

No Canadá, pesquisadores da University Health Network e da Universidade de Waterloo desenvolveram uma nova tecnologia de monitoramento que visa melhorar o aproveitamento de pulmões para transplante até a conclusão do processo.

O novo dispositivo médico – chamado MetaboSense – consegue medir, de forma contínua e em tempo real, biomarcadores da função pulmonar do órgão doado. Com isso, as equipes de transplante podem ser melhor informadas sobre a evolução do órgão ao longo do tempo.

A tecnologia de monitoramento MetaboSense fica instalada em lâminas de vidro modulares, o que pode permitir que a tecnologia seja adaptada para a perfusão ex vivo de fígado, rim, coração e pâncreas, órgãos nos quais a glicose e o lactato também são indicadores importantes de saúde.

Segundo a Dra. Mahla Poudineh, professora de Engenharia Elétrica e de Computação da Universidade de Waterloo e coautora sênior do estudo, o acesso contínuo às condições de saúde do órgão traz evidências que podem ajudar na decisão de aceitar ou recusar o órgão para transplante, podendo, em última análise, identificar mais pulmões que possam ser utilizados com segurança em pacientes que necessitam de transplante.

Alta correlação com análises laboratoriais, mas medidas contínuas em tempo real

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Autores/Pesquisadores Citados

Professora de Engenharia Elétrica e de Computação da Universidade de Waterloo

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