
Divulgação, Universidade de Auckland
Sensor é inserido no cérebro juntamente com sistema de derivação
Por Redação SciAdvances
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A hidrocefalia é uma condição caracterizada pelo desequilíbrio entre produção e absorção de líquido cefalorraquidiano (líquor), o que causa um acúmulo anormal do líquor nos ventrículos cerebrais.
O excesso de líquor aumenta então a pressão intracraniana e pode causar danos aos tecidos cerebrais e comprometer o desenvolvimento e as funções neurológicas, sendo uma condição potencialmente fatal.
Basicamente, o tratamento padrão para a hidrocefalia visa normalizar a pressão intracraniana através do desvio do líquor através de uma derivação com uma válvula e um tubo de silicone para drenar o fluido.
Porém, os tubos podem sofrer entupimentos e a drenagem pode ser interrompida, voltando a aumentar a pressão intracraniana. Ou então, o paciente pode ter sintomas parecidos com a falha do sistema, mas pode ser que o sistema de drenagem esteja normal, tratando-se de um alarme falso.
Avanço: sensor implantável detecta pressão intracraniana e pode melhorar segurança do paciente
Em desenvolvimento no Instituto de Bioengenharia da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, um novo sensor de pressão implantável pode ser a solução para detectar falhas do sistema de derivação do líquor e trazer mais tranquilidade e segurança para pacientes com hidrocefalia.
O sensor possui tamanho reduzido devido ao sistema de recarga sem fio, feito através de um dispositivo externo que pode ser posicionado pelo próprio paciente.
Então, a pessoa com hidrocefalia, ou seu cuidador, pode verificar se a pressão intracraniana está elevada (indicando uma possível falha no sistema de derivação) ou normal, indicando que possíveis sintomas não estão relacionados à pressão intracraniana.
Testes clínicos em humanos realizados em 2024 e 2025 já demonstraram a segurança do dispositivo, mas ainda falta um estudo que demonstre a usabilidade e eficácia do sensor.
Em Auckland, o projeto é liderado pela Dra. Sarah-Jane Guild, pesquisadora sênior do instituto de Bioengenharia de Auckland, e pela Dra. Diana Siew, especialista no setor de inovação em tecnologia médica da Universidade de Auckland e do Instituto de Bioengenharia de Auckland.
Novo financiamento será decisivo para levar tecnologia à aplicação clínica
Recentemente, a equipe de pesquisa recebeu um financiamento de NZ$ 1,2 milhão (cerca de R$ 3,5 milhões) do Conselho de Pesquisa em Saúde da Nova Zelândia para realizar um estudo clínico que demonstre o impacto do sensor no atendimento clínico e na qualidade de vida dos pacientes e também para analisar a viabilidade econômica do dispositivo.
Com o financiamento será possível realizar um estudo com 60 pacientes para coletar dados concretos sobre os benefícios para os pacientes e sobre os custos ou economias para o sistema de saúde.
Atualmente, a startup Kitea Health, uma empresa iniciada no Instituto de Bioengenharia de Auckland e que deve ser responsável pela comercialização do sensor, está preparando a submissão da tecnologia à agência Food and Drug Administration (FDA), nos EUA.
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Acesse a página da startup Kitea Health (em inglês).
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