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Caquexia no câncer

Nova terapia pode ajudar a combater a caquexia em pacientes com câncer

Estudo em animais mostrou efetividade de terapia com oligonucleotídeos antissenso

Young woman with a shaved head smiles and raises a clenched fist in a confident pose.

fizkes via Shutterstock

Por Redação SciAdvances

4 de agosto de 2026, 15:47

Fonte

Áreas

Bioinformática, Biologia, Biomedicina, Bioquímica, Biotecnologia, Desenvolvimento de Fármacos, Engenharia Biológica, Entrega de Medicamentos, Farmácia Oncológica, Genética, Medicina, Metabolismo, Oncologia, Terapia Genética, Toxicologia

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Caquexia no câncer

Em pacientes com câncer, a caquexia é uma síndrome grave que altera o metabolismo e causa perda rápida de peso, massa muscular e gordura corporal. Mesmo com alimentação adequada, a caquexia pode levar a uma grave deterioração física.

Estima-se que a caquexia afete entre 50% e 80% de todos os pacientes oncológicos, sendo uma das complicações mais comuns da doença.

Além disso, a caquexia é um dos motivos pelos quais a quimioterapia frequentemente perde eficácia e o tratamento é interrompido, reduzindo, em última análise, as taxas de sobrevida.

Por outro lado, os medicamentos existentes limitam-se a estimular temporariamente o apetite e não conseguem tratar a causa da síndrome.

Avanço: terapia bloqueia caquexia ao impedir produção de proteína por ação genética

Uma pesquisa liderada por cientistas do Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia da Coreia (KAIST), na Coreia do Sul, desenvolveu uma estratégia terapêutica baseada em RNA que bloqueia um sinal cerebral e pode prevenir a perda muscular e prolongar a sobrevida de pacientes oncológicos com caquexia.

Os cientistas do KAIST trabalharam em parceria com colegas da Thor Therapeutics, uma startup iniciada no KAIST, e de outras instituições da Coreia do Sul e do Japão para desenvolver a nova terapêutica.

O grande avanço da pesquisa se deu quando os pesquisadores conseguiram identificar que, quando a proteína de sinalização GDF15 (Fator de Diferenciação e Crescimento 15) se liga à proteína receptora GFRAL (localizada no tronco encefálico), é iniciado um sinal que instrui o organismo a parar de comer e a degradar as reservas de músculo e gordura, provocando um declínio físico progressivo.

Para bloquear esse processo, foi desenvolvida uma terapia que utiliza oligonucleotídeos antissenso (ASO) – uma terapia baseada em RNA que suprime seletivamente a atividade de um gene específico – para impedir a produção da proteína GFRAL.

Ou seja, o tratamento desativa o receptor do sinal enviado pelas células cancerígenas que instrui o corpo a entrar em estado de caquexia. Ao bloquear a produção da proteína GFRAL na etapa do RNA, a terapia interrompe na origem o sinal que induz a caquexia.

O estudo foi publicado na revista científica Cell Reports Medicine.

Testes com animais mostraram bons resultados

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Autores/Pesquisadores Citados

Professor do Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia da Coreia (KAIST)

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