Com publicação científica
Biopolímero biodegradável e biocompatível
Pesquisadores produzem plástico biodegradável a partir de bactéria modificada
Poli-hidroxibutirato (PHB) foi obtido a partir de amido de batata não processado em uma única etapa de 24 horas

Dr. W.A. Clark (CDC) via Wikimedia Commons
Fotomicrografia de bactérias Bacillus subtilis
Por Redação SciAdvances
15 de junho de 2026, 06:38
Fonte
Áreas
Agricultura, Bacteriologia, Bioengenharia, Bioinformática, Biomateriais, Biotecnologia, Biotecnologia Alimentar, Ciência dos Materiais, Ciência e Tecnologia de Alimentos, Engenharia Biológica, Engenharia de Alimentos, Genética, Indústria Alimentícia, Microbiologia
Compartilhar
Biopolímero biodegradável e biocompatível
O poli-hidroxibutirato (PHB) é um biopolímero que pode ser produzido por bactérias como reserva de energia.
Ao contrário dos plásticos derivados de petróleo, o PHB é um biopolímero biodegradável, biocompatível e de fonte renovável que ajuda a fechar parcialmente o ciclo do carbono e a minimizar o acúmulo de resíduos persistentes em ecossistemas terrestres e marinhos.
Além de poder ser utilizado como material de embalagens sustentáveis e na agricultura, o PHB também tem importantes aplicações biomédicas, como na cicatrização de feridas, em fios de sutura reabsorvíveis e em matrizes para liberação controlada de medicamentos.
Avanço: produção de bioplástico a partir de bactéria não patogênica ‘Bacillus subtilis’
Uma pesquisa conduzida por pesquisadores da Faculdade de Farmácia e Ciência dos Alimentos da Universidade de Barcelona, na Espanha, conseguiu obter o biopolímero biodegradável poli-hidroxibutirato (PHB) a partir de amido de batata não processado, em uma única etapa de 24 horas.
Para a produção do biopolímero, os pesquisadores usaram a bactéria Bacillus subtilis, um microrganismo seguro e amplamente utilizado na biotecnologia industrial para a produção de enzimas e produtos químicos.
Modificação genética da bactéria permite otimizar produção e tornar o processo escalável
Utilizando técnicas de engenharia genética baseadas em CRISPR-Cas9, a equipe redesenhou o metabolismo do Bacillus subtilis para melhorar a produção do biopolímero.
A equipe modificou geneticamente a bactéria Bacillus subtilis para obter uma plataforma microbiana segura e Gram-positiva para a produção eficiente e sustentável de PHB a partir de amido de batata bruto, em um processo de etapa única em 24 horas.
Com isso, segundo os pesquisadores, foram obtidos 11,3 g/L de biomassa e 5,8 g/L de PHB em culturas em frascos, com pureza do polímero comparável aos padrões comerciais, atingindo 51,8% de PHB em peso seco celular.
Com estes resultados, a bactéria Bacillus subtilis se mostrou uma plataforma robusta e industrialmente promissora para a produção de PHB a partir de amido de batata, um subproduto agrícola abundante e barato.
Os pesquisadores concluíram que a tecnologia pode ser uma oportunidade real de transformar um problema ambiental em um recurso de valor agregado, contribuindo para uma economia mais circular e descarbonizada.
Os resultados foram publicados na revista científica Bioresource Technology.
Publicidade
Últimos avanços

Anusorn Nakdee via Shutterstock

Blackday via Shutterstock
Publicidade
Publicidade
Outros avanços

Instituto de Tecnologia de Massachusetts



