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Cogumelos Amanita phalloides são tóxicos e podem ser fatais
Por Redação SciAdvances
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Muitas pessoas têm adotado a prática de coletar alimentos diretamente na natureza como uma forma de se reconectar com o meio ambiente e consumir produtos locais.
Segundo o Dr. Julian Cox, especialista em microbiologista de alimentos e professor da Universidade de Nova Gales do Sul (UNSW), na Austrália, o maior perigo de coletar alimentos para consumo na natureza pode estar invisível.
De acordo com o professor, para além da popularidade da prática nas redes sociais, até cardápios de restaurantes têm incluído ingredientes silvestres. Mas os riscos sobre a segurança do alimento podem ser altos ou até fatais quando a pessoa desconhece o que está colhendo.
Cogumelos silvestres são preocupantes
O Dr. Julian Cox afirmou que os cogumelos silvestres são uma das principais preocupações dos especialistas em segurança de alimentos, pois algumas espécies venenosas são muito parecidas com variedades comestíveis.
A ingestão de cogumelos silvestres tóxicos pode provocar diversos efeitos no organismo, desde sintomas gastrointestinais, como vômitos e diarreia, até alucinações.
Por exemplo, o cogumelo Amanita phalloides está entre os fungos mais venenosos e pode ser encontrado em regiões de reflorestamento na região Sul do Brasil. O consumo de apenas uma parte do cogumelo pode causar sintomas gástricos graves e falência de órgãos, levando à morte.
Já o Agaricus xanthodermus é outro cogumelo venenoso frequentemente confundido com cogumelo comestível, e pode provocar náuseas, vômitos, diarreia e outros sintomas gastrointestinais que podem persistir por vários dias.
Alimentos inicialmente não tóxicos também podem estar contaminados
Até cultivar os próprios alimentos no jardim pode envolver riscos. Contaminações por fezes de animais (que podem conter bactérias e parasitas), por substâncias químicas do solo, pela água ou por contaminantes do ambiente ao redor podem impactar a segurança do alimento.
O melhor é não arriscar
Mesmo que as bactérias causadoras de intoxicação alimentar sejam geralmente eliminadas em temperaturas elevadas, as toxinas químicas podem permanecer perigosas mesmo após o cozimento.
Para diminuir os riscos, o especialista da UNSW sugere consumir apenas alternativas cultivadas comercialmente: apesar de não estarem livres de contaminação, os riscos devem ser mais baixos, seja devido à legislação, ao cuidado de profissionais ou mesmo às normas e fiscalizações da indústria alimentícia.
Finalmente, o professor dá uma dica: sem certeza absoluta sobre o que está sendo coletado, o melhor é não consumir. Isso pode custar a vida.
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