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Anusorn Nakdee via Shutterstock
Ilustração 3D de terapia celular atacando célula cancerígena
Por Redação SciAdvances
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Pesquisadores pretendem criar uma plataforma baseada em inteligência artificial para estimar – de forma individualizada – o risco de complicações que podem aparecer durante o tratamento do câncer com imunoterapia.
A plataforma deve integrar diversas fontes de informação, como dados clínicos, parâmetros analíticos, perfis imunológicos e bancos de dados biomédicos internacionais.
Essa massa de dados será utilizada para viabilizar modelos preditivos baseados em técnicas de aprendizado de máquina para identificar precocemente o risco de toxicidades relacionadas à imunoterapia e orientar a tomada de decisão da equipe médica.
Os pesquisadores destacaram que a nova tecnologia pode ser particularmente interessante para pacientes com doenças autoimunes preexistentes — um grupo especialmente vulnerável e sub-representado em estudos clínicos.
A capacidade de avaliar a possibilidade de efeitos adversos permitiria a implementação de medidas preventivas, a redução de interrupções no tratamento e melhorar tanto a segurança quanto a qualidade de vida do paciente, além de otimizar os recursos de saúde.
O projeto – chamado Safe-Immune Onco-Check – envolve pesquisadores de diversas áreas, sob a coordenação científica da Dra. Carmen Garrigós, professora da Universidade de Sevilha. A pesquisa será conduzida por pesquisadores da Universidade de Sevilha, Universidade de Valladolid, Universidade de La Laguna, Universidade de Jaén e Hospital Universitário Virgen del Rocío, na Espanha; Universidade Politécnica de Bragança, em Portugal; e Hospital Universitário RWTH Aachen, na Alemanha.
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