Com publicação científica

Insuficiência Ovariana Prematura
Imunoterapia aumenta a chance de fertilidade temporária em mulheres na menopausa precoce
Estudo piloto foi considerado ‘prova de conceito’ e deve motivar estudos clínicos randomizados de maior porte

fizkes via Shutterstock

Por Redação SciAdvances

25 de junho de 2026, 14:06

Fonte

Áreas

Biologia, Endocrinologia, Epidemiologia, Estudo Clínico, Farmacologia, Farmácia Clínica, Ginecologia, Imunoterapia, Medicina, Toxicologia

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Insuficiência Ovariana Prematura

Dependendo da etnia, entre 1% e 3% das mulheres são afetadas pela insuficiência ovariana prematura, quando os ovários param de funcionar antes dos 40 anos de idade.

Essa insuficiência ovariana em mulheres mais novas pode ter diversas causas, como mecanismos autoimunes ou fatores genéticos, e está ligada à infertilidade precoce, além de maior risco de várias doenças em longo prazo.

Até agora, não existem tratamentos que possam restaurar comprovadamente a fertilidade em mulheres com insuficiência ovariana prematura.

Avanço: com imunoterapia, três de dez mulheres com insuficiência ovariana prematura deram à luz bebês saudáveis

Um estudo piloto conduzido por pesquisadores do Instituto Karolinska e do Hospital Universitário Karolinska, na Suécia, e da Universidade de Bergen, na Noruega, mostrou que a imunoterapia pode permitir a estimulação da maturação de óvulos em mulheres com insuficiência ovariana prematura de origem autoimune e restaurar temporariamente a fertilidade.

Dez participantes do estudo, com idades entre 18 e 35 anos e portadoras de insuficiência ovariana prematura autoimune, foram submetidas à estimulação hormonal ovariana tanto antes quanto de quatro a seis meses após o tratamento com o medicamento rituximabe, um fármaco aprovado e bem estabelecido para várias doenças autoimunes e tipos de câncer.

Os pesquisadores destacaram que é comum que mulheres com insuficiência ovariana prematura de origem autoimune apresentem também outras doenças autoimunes. No caso, todas as mulheres que responderam ao tratamento tinham doença de Addison autoimune, uma condição na qual o sistema imunológico destrói as glândulas suprarrenais.

O estudo foi publicado na revista científica NEJM Evidence.

Resultados servem como prova de conceito

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Autores/Pesquisadores Citados

Professora do Departamento de Saúde da Mulher e da Criança do Instituto Karolinska

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