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Alguns dos alimentos que podem causar alergias
Por Redação SciAdvances
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As alergias alimentares são comuns e podem afetar crianças e adultos. Para prevenir reações alérgicas e o caso extremo de choque anafilático, os pacientes precisam evitar os alimentos que desencadeiam suas alergias.
Para as crianças, esse é um grande desafio, já que alérgenos estão presentes em vários alimentos, e cerca de 40% das crianças alérgicas reagem a mais de um tipo de alimento.
Para tentar mudar esse cenário, foi iniciado em 2019 um amplo estudo clínico de Fase I sobre o uso do omalizumabe – uma terapia anti-imunoglobulina E (anti-IgE) que inativa anticorpos responsáveis por diversos tipos de doenças alérgicas – para a prevenção de alergias em crianças e adultos.
Em 2024, com base nos resultados do estudo de Fase I, o omalizumabe foi aprovado pela agência Food and Drug Administration (FDA) dos EUA por sua capacidade de proteger as pessoas de reações alérgicas decorrentes da exposição acidental a pequenas quantidades de alimentos que desencadeiam alergias.
Recentemente, o estudo clínico evoluiu para a Fase II, agora também incluindo a imunoterapia oral, um tratamento no qual os pacientes desenvolvem tolerância a alimentos que desencadeiam suas alergias, ingerindo doses diárias muito pequenas e gradualmente crescentes desses alimentos.
Agora na Fase II, o estudo clínico randomizado, duplo-cego e controlado por placebo avaliou, em 117 participantes com alergia a múltiplos alimentos, se o omalizumabe – isoladamente ou em combinação com imunoterapia oral – permitiria o consumo desses alimentos alergênicos regularmente.
A idade mediana das crianças participantes do estudo foi de 7 anos e todas elas tinham alergia a amendoim e a pelo menos outros dois alimentos.
Os pesquisadores compararam um ano de tratamento com omalizumabe a um regime de oito semanas de omalizumabe seguido de imunoterapia oral para múltiplos alimentos durante o restante do ano.
O critério de tolerância estabelecido pelo novo estudo foi rigoroso: o resultado para um participante seria considerado bem-sucedido se, ao final do estudo, o participante conseguisse ingerir porções completas de três alimentos diferentes que anteriormente desencadeavam suas alergias.
O estudo, liderado por pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Stanford, nos EUA, foi publicado na revista científica JAMA Pediatrics.
No grupo que utilizou apenas o omalizumabe, 36% dos participantes originais toleraram com sucesso porções completas dos três alimentos, enquanto no grupo de imunoterapia oral esse índice foi de 19% após um ano de tratamento.
Um número maior de participantes do grupo de imunoterapia oral abandonou o estudo antes do fim, o que explicou em grande parte a diferença nos resultados entre os grupos. O estudo constatou que os participantes do grupo de imunoterapia oral apresentaram mais efeitos colaterais que levaram à interrupção do tratamento.
A Dra. Sharon Chinthrajah, professora de Pediatria na Escola de Medicina da Universidade Stanford, nos EUA, e coautora sênior do estudo, disse que o estudo demonstrou caminhos para que uma pessoa que tem alergia a múltiplos alimentos possa viver com segurança.
Segundo a professora, visto que não existe uma abordagem única para todos os casos de alergias alimentares, as descobertas poderão auxiliar no tratamento personalizado de acordo com o objetivo de cada paciente, que pode envolver o consumo de alimentos alergênicos como parte regular da dieta ou apenas a proteção contra exposições acidentais.
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Acesse o artigo científico completo (em inglês).
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Acesse a página do estudo clínico ‘Omalizumab as Monotherapy and as Adjunct Therapy to Multi-Allergen OIT in Food Allergic Participants‘ (OUtMATCH) (em inglês).
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