Com publicação científica
Medicina regenerativa
Bloqueio de proteína pode ajudar na reparação de rins lesionados
Em estudo com animais, anticorpo monoclonal desenvolvido para o coração mostrou bons resultados na reparação renal

ridersuperone via Shutterstock
Ilustração 3D dos rins
Por Redação SciAdvances
20 de junho de 2026, 15:08
Fonte
Áreas
Análises Clínicas, Biologia, Biomedicina, Desenvolvimento de Fármacos, Engenharia Biológica, Entrega de Medicamentos, Epidemiologia, Medicina, Medicina Regenerativa, Medicina de Precisão, Nefrologia, Patologia, Proteômica
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Medicina regenerativa
A medicina regenerativa usa terapias biológicas para restabelecer a função normal de células, tecidos ou órgãos humanos.
O desafio é grande, mas vários grupos de pesquisa em todo mundo têm realizado avanços significativos na área de medicina regenerativa nos últimos anos.
Em um desses esforços, pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), nos EUA, obtiveram recentemente aprovação da agência FDA para um estudo clínico em humanos que envolve um medicamento para reparar e regenerar o coração após um ataque cardíaco.
Esse medicamento, chamado AD-NP1, bloqueia uma proteína que impede a recuperação completa do coração.
O AD-NP1 é um anticorpo monoclonal projetado em laboratório para imitar a função dos anticorpos naturais produzidos pelo sistema imunológico e atingir apenas essa proteína.
Avanço: medicamento para o coração também poderia regenerar os rins
Agora, pesquisadores liderados pelo Dr. Arjun Deb, professor de Medicina e Biologia Molecular, Celular e do Desenvolvimento da UCLA, descobriram que o medicamento AD-NP1 pode bloquear uma proteína no tecido renal e acelerar a reparação após lesão renal em camundongos.
A partir de biópsias renais de pessoas com doença renal crônica, os pesquisadores descobriram que um rim lesionado produz uma proteína chamada ENPP1 que inicia uma cadeia de eventos metabólicos, interrompendo a produção de energia e a função de múltiplas células na região lesionada e impedindo a reparação do tecido.
Com o bloqueio da proteína ENPP1 pelo medicamento AD-NP1, os cientistas relataram melhora na reparação e na função dos rins.
A descoberta foi publicada na revista científica Cell Stem Cell.
Testes em camundongos mostraram bons resultados
Os pesquisadores provocaram disfunção renal em dois grupos de camundongos: um grupo de animais normais, que formaram o grupo controle, e um grupo com genes inativados para a produção da proteína ENPP1.
Após quatro semanas, exames de sangue indicaram recuperação renal nos camundongos incapazes de produzir a proteína ENPP1.
Então, com essa confirmação, os cientistas induziram danos renais em camundongos normais e administraram o medicamento AD-NP1. Apenas sete dias depois, os camundongos apresentaram melhora na função renal.
Dr. Arjun Deb destacou que os animais tratados com o AD-NPQ tiveram resultados muito melhores, e apresentaram proliferação maior das células renais.
Agora, além do estudo clínico de Fase I já provado para o tratamento do coração, os pesquisadores pretendem solicitar aprovação para um estudo clínico específico para os rins.
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