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Por Redação SciAdvances
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Desde seu lançamento em 1998, a Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA) tem sido uma ferramenta importante de apoio nutricional e de conhecimento científico em Ciências da Alimentação.
Incorporada desde 2013 às atividades do Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC)FoRC) da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (FCF-USP), a tabela compila atualmente 6.182 alimentos e ingredientes. Mas, mais do que isso, tem evoluído para se tornar um ecossistema digital completo de análise de alimentos que disponibiliza informações, ferramentas computacionais, metodologias e aplicações voltadas à pesquisa, à saúde pública e à inovação.
Os dados incluídos na TBCA podem vir de análises laboratoriais, publicações científicas, outras bases ou documentos de produtos, sempre submetidos a uma análise criteriosa que considera a identificação do alimento, amostragem, tratamento das amostras, método analítico, forma de expressão dos resultados e compatibilidade entre os dados.
Versão atual da TBCA
A versão mais atual da TBCA (versão 7.3) reúne cerca de 1.800 alimentos in natura e ingredientes, além de 306 preparações de dietas hospitalares, construída em parceria com o Serviço de Nutrição e Dietética do Instituto Central do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP).
Entre os diferenciais da TBCA está sua capacidade de detalhamento das receitas, identificando não somente a quantidade de cada ingrediente, mas também considerando as transformações provocadas pelo cozimento, pela perda ou pelo ganho de água e pela adição ou perda de gordura.
Importância que se reflete fora das fronteiras do Brasil
A experiência acumulada pela TBCA tornou-se a referência metodológica para o Portal Latinfoods, lançado em outubro de 2024. A plataforma reúne dados de composição de alimentos de oito países – Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Guatemala, México, Paraguai e Uruguai – e foi criada para ampliar a disponibilidade de informações padronizadas sobre alimentos que representam a biodiversidade e os hábitos alimentares da região.
Novos desafios
Atualmente, novas melhorias estão em desenvolvimento para agregar ainda mais valor à TBCA, como o cálculo de informações exigidas na rotulagem nutricional; uma ferramenta para gerar planos alimentares personalizados e um projeto com foco na dieta cetogênica –que substitui carboidratos por gorduras e pode ser aliada no tratamento da epilepsia farmacorresistente – com alimentos e preparações compatíveis com a realidade brasileira.
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Dra. Anna Carratalà, EPFL

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Mais Informações
Acesse a página da Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA).
Acesse a página do Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC).
Acesse a página do Portal Latinfoods.
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Universidade de Quioto

Universidade Técnica de Munique




