Com publicação científica

OksanaFedorchuk via Shutterstock
Ressonância magnético de cérebro humano após lesão cerebral traumática
Por Redação SciAdvances
Fonte
Áreas
Compartilhar
O traumatismo crânioencefálico (TCE) é uma lesão física no tecido cerebral causada por um impacto na cabeça que altera de forma temporária ou permanente a função do cérebro. Acidentes de trânsito, quedas e agressões físicas estão entre as causas mais comuns de TCEs.
Na busca por minimizar os problemas de saúde causados por um TCE, cientistas têm considerado fármacos e moléculas naturais que poderiam minimizar os danos causados pelo trauma. Uma das moléculas estudadas tem sido o anticorpo anti-NMDAR1.
O anticorpo natural anti-NMDAR1 – uma proteína do sistema imune – tem como alvo receptores NMDA, proteínas fundamentais responsáveis pelo armazenamento de novas informações e pela formação de memórias no cérebro.
Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade da Califórnia em San Diego (UCSD) e do Sistema de Saúde de Veteranos de San Diego, nos EUA, identificaram uma proteína do sistema imunológico que pode melhorar os resultados de saúde para pessoas que tiveram traumatismo crânioencefálico (TCE).
O estudo, publicado na revista científica Molecular Psychiatry, traz evidências de que o anticorpo natural anti-NMDAR1 pode desempenhar um papel protetor no cérebro.
Os pesquisadores analisaram amostras de sangue e avaliações psiquiátricas clínicas coletadas de 1.025 fuzileiros navais dos EUA antes e depois de uma missão de combate de sete meses no Afeganistão, realizada entre 2011 e 2013.
O estudo faz parte de uma pesquisa de longo prazo que investiga os fatores que contribuem ou diminuem o risco de transtorno do estresse pós-traumático (TEPT) em fuzileiros navais dos EUA.
O estudo identificou que fuzileiros navais na ativa com níveis mais elevados do anticorpo natural anti-NMDAR1 apresentavam um risco significativamente menor de desenvolver sintomas de depressão e TEPT após um TCE, em comparação com aqueles que tinham níveis mais baixos do anticorpo.
Uma observação importante foi que os anticorpos anti-NMDAR1 de ocorrência natural parecem persistir no sangue por um ano ou mais.
A Dra. Victoria Risbrough, professora do Departamento de Psiquiatria da Escola de Medicina da UCSD e coautora sênior do estudo, destacou a importância de descobrir um marcador imunológico de ocorrência natural que pode ser um fator de proteção intrínseco contra algumas das consequências mais incapacitantes de uma lesão cerebral.
A professora também ressaltou que os avanços sobre a compreensão de como esses anticorpos funcionam poderá abrir um novo caminho para identificar quem corre maior risco após um TCE e até desenvolver novas formas de intervenção.
De qualquer forma, os autores do estudo explicaram que, por enquanto, essas descobertas são de natureza correlacional e que mais pesquisas são necessárias para determinar se os anticorpos naturais anti-NMDAR1 realmente desempenham um papel protetor após um traumatismo cranioencefálico (TCE).
Em suas publicações, o Portal SciAdvances tem o único objetivo de divulgação científica, tecnológica ou de informações comerciais para disseminar conhecimento. Nenhuma publicação do Portal SciAdvances tem o objetivo de aconselhamento, diagnóstico, tratamento médico ou de substituição de qualquer profissional da área da saúde. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado para a devida orientação, medicação ou tratamento, que seja compatível com suas necessidades específicas.
Publicidade
Últimos avanços

Anusorn Nakdee via Shutterstock

Real Sports Photos via Shutterstock

Gorodenkoff vi Shutterstock
Publicidade
Autores/Pesquisadores Citados
Publicação
Acesse o artigo científico completo (em inglês).
Publicidade
Outros avanços

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária

Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia da Coreia




