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Atletas praticando modalidade de esqui
Por Redação SciAdvances
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Na altitude elevada, o organismo ativa diversos mecanismos de adaptação, principalmente cardiovasculares e respiratórios, além de promover alterações na função cerebral e na regulação de neurotransmissores.
Esses ajustes podem afetar o sono, o desempenho e a função cognitiva. Para atletas de elite que praticam esportes na altitude elevada, como no caso do esqui, desempenho e reações rápidas são fundamentais e um pequeno descuido pode comprometer resultados ou até mesmo causar acidentes graves.
O Dr. Giorgio Varesco, pesquisador de pós-doutorado no Centro de Pesquisa Avançada em Medicina do Sono da Universidade de Montreal, no Canadá, tem investigado a relação entre sono, fadiga e desempenho de atletas de elite na altitude elevada. Um dos principais objetivos é desenvolver métodos simples e práticos para medir a fadiga cognitiva na altitude.
Atualmente, o pesquisador e sua equipe estão desenvolvendo testes que viabilizem medições confiáveis do desempenho cognitivo e do declínio associado à fadiga em atletas. O estudo tem foco em duas funções cognitivas essenciais para o desempenho de atletas de elite: o controle inibitório, ou seja, a capacidade de suprimir impulsos automáticos e distrações; e a atenção sustentada.
Os primeiros resultados, publicados na revista científica PLOS One, já mostraram que, em jovens atletas de elite, o desempenho cognitivo sofre declínio a uma altitude de 3.500 metros, onde a saturação de oxigênio no sangue cai para 88%. A exposição a essa altitude aumentou os tempos de reação de 363 para 375 milissegundos e mais do que duplicou as taxas de erro.
Os resultados do estudo podem abrir caminho para avaliações cognitivas no monitoramento rotineiro de atletas, que poderiam detectar sinais precoces de excesso de treinamento ou de estresse causado pela altitude, fatores que podem aumentar o risco de erros técnicos e lesões.
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