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Animais em pesquisas
Estudos podem reduzir uso de animais em pesquisas e evitar efeitos adversos de anestesias
Mais de cem milhões de roedores são utilizados em pesquisas biomédicas todos os anos

AnnaStills via Shutterstock

Manipulação de rato em laboratório

Por Redação SciAdvances

15 de setembro de 2026, 12:28

Fonte

Áreas

Anestesiologia, Assuntos Regulatórios, Biologia, Desenvolvimento de Fármacos, Farmacologia, Medicina Veterinária, Patologia, Toxicologia, Zoologia

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Animais em pesquisas

Estudos com animais são extremamente comuns na fase pré-clínica de pesquisas científicas e no desenvolvimento de novos medicamentos. Como avanço de estudos laboratoriais isolados, o estudo com animais permite trazer a complexidade biológica do animal para testes iniciais de segurança, toxicidade, eficácia e dosagem.

Todos os anos, estima-se que mais de cem milhões de roedores sejam utilizados em pesquisas biomédicas, além de outros animais de maior porte. Para orientar a ética nessas pesquisas, foi estabelecido o princípio dos 3Rs: redução do número de animais utilizados; substituição de testes com animais por outros métodos sempre que possível; e refinamento, minimizando o sofrimento causado aos animais.

Por exemplo, para evitar dor durante procedimentos invasivos nas pesquisas, os animais de laboratório são frequentemente anestesiados. Porém, a aplicação inadequada da anestesia pode causar sofrimento, distorcer os resultados de experimentos e obrigar os pesquisadores a repetir testes em mais animais.

Um efeito adverso recorrente da aplicação de alguns anestésicos é a exoftalmia em ratos, quando os olhos se projetam para fora das órbitas. Mesmo assim, esses anestésicos continuam sendo amplamente usados, o que pode expor os animais a lesões dolorosas.

Avanço: pesquisas com o fármaco vatinoxano podem melhorar o bem-estar animal

Nos últimos anos, um grupo de pesquisa da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Helsinque tem trazido avanços sobre o uso de animais em pesquisas, principalmente com foco na redução do número de animais e nos procedimentos de anestesia utilizados.

O grupo, liderado pelo Dr. Jussi Honkavaara, professor de Farmacologia Veterinária na Universidade de Helsinque, possui mais de 20 anos de experiência com estudos sobre o fármaco vatinoxano.

O professor destacou que as diferenças entre as espécies animais são importantes durante a anestesia: o fármaco pode estimular a circulação em cães, aliviar a constipação em cavalos e prevenir a exoftalmia em roedores.

Resultados são considerados importantes para reduzir efeitos adversos em animais

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Autores/Pesquisadores Citados

Professor de Farmacologia Veterinária na Universidade de Helsinque
Doutoranda na Universidade de Helsinque
Doutoranda na Universidade de Helsinque

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