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Hepatite B
A busca pela cura da hepatite B crônica
Pesquisadora brasileira buscou colaboração com pesquisadores da Bélgica para avançar em terapia promissora contra a hepatite B

Vector_Leart via Shutterstock
Por Redação SciAdvances
14 de setembro de 2026, 11:22
Fonte
Áreas
Bioinformática, Biologia, Biotecnologia, Engenharia Biológica, Epidemiologia, Genética, Hepatologia, Imunologia, Medicina, Microbiologia, Terapia Celular, Virologia
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A hepatite B é uma doença infecciosa, aguda ou crônica, que afeta o fígado e é causada pelo vírus da hepatite B (HBV). Na maioria dos casos, trata-se de uma doença ‘silenciosa’, já que pode não apresentar sintomas nas fases iniciais, o que pode comprometer o diagnóstico precoce. Quando não tratada, especialmente em sua forma crônica, pode evoluir para complicações graves, como cirrose, insuficiência hepática e até câncer de fígado.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que existam cerca de 254 milhões de casos crônicos do vírus da Hepatite B em todo o mundo, com cerca de 1,2 milhão a 1,8 milhão de novos casos por ano.
A principal forma de prevenção da infecção pelo vírus da hepatite B é a vacina, que está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), de forma universal, desde 2016.
Em relação ao tratamento da doença, as terapias atualmente disponíveis para a hepatite B crônica não conseguem eliminar totalmente o vírus e requerem medicação de uso contínuo e uma rotina de exames.
Com foco em superar este desafio de saúde pública global, a bióloga Giovana Angelice, pesquisadora da equipe do Laboratório de Referência em Hepatites Virais do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), está investigando, em seu doutorado, o desenvolvimento de um tratamento inovador e definitivo para a hepatite B.
Giovana pretende usar um mecanismo de RNA de interferência (RNAi), um mecanismo celular natural que silencia genes específicos, destruindo ou bloqueando o RNA mensageiro (mRNA) e impedindo a produção de proteínas. Esse mecanismo poderia ser capaz de bloquear definitivamente a replicação do vírus dentro das células.
A bióloga está desenvolvendo parte de seu doutorado em colaboração com colegas da Universidade Católica de Leuven, na Bélgica. No grupo de pesquisa do Dr. Kai Dallmeier, a pesquisadora pôde ter acesso a um modelo animal inovador, que reproduz a infecção humana e é essencial para validar a eficácia da nova terapia.
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