Com publicação científica

Reprodução, MIT Media Lab
Nanoantenas sendo ativadas e agindo sobre célula cancerígena
Por Redação SciAdvances
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O glioblastoma é um tipo de câncer cerebral dos mais agressivos e resistentes a tratamentos.
Por ser um tipo de câncer de fácil infiltração, é difícil realizar a remoção completa do glioblastoma. Além disso, o glioblastoma pode ser resistente à radioterapia e à quimioterapia, e a imunoterapia enfrenta obstáculos devido ao ambiente tumoral imunossupressor.
Pesquisadores do MIT Media Lab, um dos laboratórios do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos EUA, desenvolveram antenas microscópicas injetáveis que podem ser ativadas magneticamente para criar campos elétricos terapêuticos localizados.
A ideia é que estes campos elétricos possam combater especificamente células de glioblastoma, sem afetar o tecido cerebral saudável. Os pesquisadores pretendem que a tecnologia possa se tornar uma terapia minimamente invasiva, precisa e clinicamente viável para o glioblastoma.
As nanoantenas injetáveis – com dimensões de cerca de 150 nanômetros, ou 0,00015 milímetros) - podem ser ativadas sem fio com a aplicação de um campo magnético de baixa frequência (inferior a 200 kHz), capaz de penetrar no crânio e no tecido cerebral.
Nas nanoantenas, o campo magnético gera tensão e deformação em componentes, o que faz com que uma película piezoelétrica produza campos elétricos localizados a partir de sua deformação.
O estudo sobre a nova tecnologia – chamada HITMAN – foi publicado na revista científica Science Advances.
Os pesquisadores testaram a tecnologia HITMAN em tecidos tumorais obtidos de pacientes diagnosticados com glioblastoma agressivo e resistente à quimioterapia.
Com células derivadas desses tecidos em laboratório, os pesquisadores puderam observar que as nanoantenas eliminaram mais de 50% dessas células cancerígenas resistentes. Neurônios saudáveis e astrócitos foram preservados.
Para testar a tecnologia in vivo, os cientistas implantaram as células tumorais de pacientes em camundongos. Segundo a Dra. Deblina Sarkar, professora do MIT e autora sênior do estudo, a nova abordagem conseguiu reduzir significativamente o crescimento do tumor e prolongou a sobrevida dos animais em mais de 50%.
A pesquisa mostrou que os campos elétricos produzidos pela nanoantenas atacam as células do glioblastoma, interferindo nos campos bioelétricos que sustentam as células e ativando vários mecanismos antitumorais que levam à morte celular.
Os cientistas também identificaram um grande potencial de redução da recorrência do tumor e formação de metástase, já que, depois da aplicação das nanoantenas, houve uma redução significativa na formação de colônias de células cancerígenas.
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