Com publicação científica

Giovanni Cancemi via Shutterstock
Ilustração 3D de células cancerígenas
Por Redação SciAdvances
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Enquanto a maioria dos medicamentos procura inativar proteínas causadoras de doenças, as novas terapias de degradação de proteínas – um tipo de tratamento recente e promissor contra o câncer – visam destruir completamente uma proteína-alvo.
Neste caso, eliminar uma proteína – por exemplo, que contenha mutações cancerígenas ou que seja produzida em quantidade excessiva e prejudicial – pode oferecer vantagens em relação a apenas inativar a proteína.
Por exemplo, uma proteína que possui 200 cópias em uma célula normal pode, de repente, apresentar 2.000 cópias devido a uma mutação associada ao câncer. Nesse caso, pode ser necessário eliminar a proteína em excesso ou reduzi-la a níveis normais para evitar danos a órgãos e tecidos causados pelo seu acúmulo.
Cientistas da Escola de Medicina da Universidade Cornell, nos EUA, desenvolveram um modelo computacional que pode ajudar a criar terapias de degradação de proteínas de uma maneira mais eficiente.
O novo modelo, publicado na revista científica Nature Communications, tem o potencial de reduzir em anos o tempo necessário para desenvolver uma nova terapia de degradação de proteínas.
O Dr. Olivier Elemento, professor de Biomedicina Computacional e de Sistemas em Cornell e autor sênior do estudo, explicou que a degradação direcionada de proteínas aproveita os mecanismos celulares já existentes para eliminar proteínas indesejadas.
Segundo o professor, foi desenvolvida uma estrutura para determinar a maneira mais eficaz de projetar um agente degradador capaz de destruir a proteína-alvo.
Os agentes degradadores de proteínas ligam-se tanto à proteína-alvo quanto à maquinaria celular de degradação de proteínas, utilizando uma molécula de ligação para servir como ‘ponte’ para o processo de degradação.
A Dra. Wei Du, doutoranda em Cornell na época da pesquisa, desenvolveu um modelo matemático que consegue otimizar o processo de desenvolvimento desses agentes degradadores.
O modelo permite identificar as melhores proteínas-alvo e mapear a estratégia mais eficiente em termos de custo e recursos para a otimização do agente degradador.
Os pesquisadores demonstraram que, para proteínas-alvo com renovação lenta, mesmo uma afinidade de ligação relativamente fraca do agente degradador pode resultar em uma degradação potente. Também foi desenvolvida uma lista de alvos potenciais para o desenvolvimento de agentes degradadores.
Agora, os cientistas esperam continuar trabalhando em métodos para tornar o desenvolvimento e os testes de terapias mais eficientes, contribuindo para o avanço de terapias personalizadas e de precisão que visem às múltiplas mutações específicas causadoras do câncer.
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