Com publicação científica

Transplante de rim
Na Itália, programa com protocolo inovador aumenta as chances de transplante renal
Estudo mostrou resultados de programa italiano de transplante cruzado

HobbitArt via Shutterstock

Por Redação SciAdvances

26 de agosto de 2026, 15:29

Fonte

Áreas

Biologia, Cirurgia, Genética, Imunologia, Medicina, Nefrologia, Transplantes

Compartilhar

Transplante de rim

Os desafios de realizar um transplante renal com sucesso não são poucos. Além do equilíbrio delicado entre o controle da imunossupressão para evitar a rejeição do órgão e a prevenção de infecções ou toxicidades de medicamentos, existe o desafio inicial: ter um órgão compatível disponível.

A escassez de órgãos é um problema. Mesmo com a compatibilidade sanguínea, o cruzamento de exames de histocompatibilidade (HLA) pode revelar alta sensibilidade do receptor e inviabilizar o transplante.

Neste cenário, nos últimos anos têm surgido protocolos alternativos para viabilizar o aumento de transplantes entre doadores-receptores vivos, como os protocolos de transplante cruzado, que servem para viabilizar a doação de órgãos entre vivos quando há incompatibilidade sanguínea ou imunológica.

Avanço: protocolo inova através de cadeias de transplante com início em doador falecido

Na Itália, um protocolo inovador para o transplante renal tem sido aplicado desde 2018, com uma proposta diferente dos protocolos tradicionais. A iniciativa, inicialmente desenvolvida no Centro de Transplantes da Universidade de Pádua, foi posteriormente expandida para todo o país por meio da colaboração com o Centro Nacional de Transplantes e diversos outros centros italianos.

Com base no conceito de cadeia de transplantes cruzados, o protocolo tem início com um rim de um doador falecido, que destrava e inicia uma cadeia de trocas entre duplas de doadores e receptores vivos que são incompatíveis entre si. Então, o último doador vivo da sequência doa o órgão diretamente para um paciente na lista de espera tradicional, otimizando o aproveitamento dos órgãos.

O protocolo foi criado a partir de uma ideia pioneira da Dra. Lucrezia Furian, professora da Universidade de Pádua e diretora da Unidade de Cirurgia de Transplante de Rim e Pâncreas do Hospital da Universidade de Pádua.

Agora, os resultados da implementação do chamado ‘programa DEC-K’ entre os anos de 2018 e 2025 foram publicados na revista científica American Journal of Transplantation.

A publicação científica, que tem a professora Lucrezia Furian como coautora sênior, representa a primeira análise mundial de longo prazo de um programa nacional de doação renal cruzada iniciado por um doador falecido.

Resultados têm sido surpreendentes

Publicidade

Últimos avanços

Publicidade

Autores/Pesquisadores Citados

Professora da Universidade de Pádua

Publicação

Publicidade

Outros avanços

Surgeons in an operating room performing surgery under bright overhead lights and wearing masks, gowns, and caps.

Escola de Medicina da Universidade Yale

Universidade da Califórnia em Los Angeles

Rolar para cima