Com publicação científica

Transplante de rim
Genética pode influenciar rejeição de transplante renal
Estudo em animais identificou variantes genéticas que podem influenciar sucesso de transplante de rim
Surgeons in an operating room performing surgery under bright overhead lights and wearing masks, gowns, and caps.

PeopleImages via Shutterstock

Por Redação SciAdvances

12 de agosto de 2026, 12:10

Fonte

Áreas

Biologia, Cirurgia, Genética, Imunologia, Medicina, Medicina de Precisão, Nefrologia, Patologia, Transplantes

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Transplante de rim

O transplante de rim é um procedimento cirúrgico que substitui um rim comprometido por um rim saudável, de doador vivo ou falecido. Trata-se de uma solução para a insuficiência renal crônica avançada, recuperando a qualidade de vida do paciente.

Como, no processo de transplante, pode ocorrer a rejeição do novo órgão pelo sistema imunológico, o paciente transplantado precisa de medicamentos imunossupressores, que auxiliam no processo de ‘aceitação’ do novo órgão.

Porém, esses medicamentos não garantem que o novo rim tenha sucesso: mesmo assim, alguns pacientes ainda sofrem rejeição.

Embora a ciência já saiba que pessoas de ascendência africana apresentam taxas mais elevadas de rejeição e até perda total da função do rim transplantado, as razões genéticas e biológicas para isso ainda não eram conhecidas.

Avanço: estudo em camundongos isolou os efeitos de variantes genéticas sobre a rejeição renal

Agora, um novo estudo identificou um possível mecanismo genético relacionado ao risco aumentado de rejeição do rim transplantado em alguns pacientes com ascendência africana recente.

Os cientistas revelaram alterações na sinalização de células imunológicas que podem contribuir para a rejeição de transplantes renais, a partir do estudo de   duas variantes do gene da apolipoproteína L1 (APOL1), conhecidas como G1 e G2.

Mais comuns entre pessoas com ascendência africana recente, essas variantes foram inicialmente identificadas como importantes fatores de risco genético para doenças renais nessa população e, desde então, também foram associadas à rejeição de transplantes renais.

Para isolar os efeitos pela APOL1 – sem a influência de fatores socioeconômicos, ambientais e biológicos, que também afetam as populações humanas –  os pesquisadores recorreram a modelos de camundongos geneticamente modificados que portavam as variantes de risco G1 ou G2. Isso permitiu investigar se as variantes contribuem diretamente para a rejeição do transplante e caracterizar os mecanismos biológicos envolvidos.

O estudo foi liderado pelo Dr. Madhav Menon, professor e diretor de pesquisa em transplante renal na Escola de Medicina da Universidade Yale, e contou com a participação de colegas de Yale e também da Escola de Medicina Icahn em Monte Sinai, Brigham and Women’s Hospital, Universidade Washington em St. Louis, Universidade de Chicago, Universidade de Manitoba, Centro Médico Sedars-Sinai e da Escola Médica Meharry, nos EUA.

Estudo em animais mostrou atuação do sistema imune com as variantes genéticas

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