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Pastoreio em região semiárida de Arusha, na Tanzânia
Por Redação SciAdvances
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Na África, a Tanzânia é um país caracterizado pelo clima tropical, com temperaturas quentes o ano todo e estações seca e chuvosa bem definidas. Porém, ao Norte, o Distrito de Monduli, localizado na região de Arusha, possui muitas terras áridas e semiáridas, sendo considerada uma das regiões mais secas do país.
Em Monduli, as comunidades enfrentam a escassez persistente de água, causada por longos períodos de seca e pelos altos níveis de sais, fosfatos e fluoretos nas fontes subterrâneas.
Durante a seca extrema, o acesso à água para consumo domiciliar ou dos animais depende de apenas duas alternativas: caminhar longas distâncias sob sol escaldante, ou então bancar o alto custo do fornecimento por terceiros.
Mas, agora, uma colaboração internacional está mudando este cenário.
Avanço: sistema de bombeamento usa energia solar para abastecer comunidades carentes com água limpa
Após um projeto de dois anos, pesquisadores da Universidade de Michigan e da Fundação ELICO, uma organização sem fins lucrativos, implementaram um sistema de bombeamento movido a energia solar que amplia a rede de distribuição de água para comunidades rurais locais em aproximadamente 16 quilômetros.
O Dr. Brian Min, professor de Ciência Política na Universidade de Michigan, nos EUA, afirmou que um terço dos tanzanianos não tem acesso a fontes de água adequadas e, nas áreas rurais, esse problema é ainda mais crítico. Segundo o professor, a nova infraestrutura vem para ajudar a resolver este problema, usando energia limpa.
Sisty Basil Massawe, diretor executivo da Fundação ELICO, explicou que, na Tanzânia, a escassez de água gera conflitos por recursos, dizima rebanhos, força deslocamentos populacionais e cria graves riscos à saúde pública para as famílias.
Com a chegada da água, uma inovação no acesso: quiosques automáticos
Com a captação e transporte da água já viabilizados pela nova infraestrutura instalada, restou um último desafio: como garantir o acesso à água de forma justa?
Então, os cientistas da Universidade de Michigan, em conjunto com seus parceiros, propuseram uma solução inovadora: quiosques automáticos.
Foram instalados quatro quiosques automatizados para distribuição de água, abastecidos por duas grandes caixa-d’água, com a instalação prevista de mais três unidades.
Com isso, as famílias usam um cartão carregado com créditos, para obter 20 litros de água, a um custo inferior a um centavo de dólar. O valor arrecadado vai para um fundo comunitário, para custeio de reparos e manutenção.
Segundo os pesquisadores, o uso da energia solar foi fundamental para vencer o desafio de trazer a água para essas comunidades carentes.
Após o projeto-piloto, os pesquisadores planejam monitorar e avaliar os impactos em longo prazo do acesso à água limpa nas comunidades locais.
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