Com publicação científica

Reprodução, Universidade do Texas em Austin
Novo material sendo usado em impressão 3D
Por Redação SciAdvances
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O desenvolvimento de novos materiais nos últimos anos tem sido focado em sustentabilidade e nanotecnologia, muitos deles estando disponíveis para impressão 3D.
A ideia de ter materiais formados por componentes inteligentes, como nos tecidos biológicos, ainda é um desafio, principalmente em escala, mas muitos grupos de pesquisa em todo o mundo trabalham nesta área.
Recentemente, pesquisas têm evoluído na tentativa de incorporar a novos materiais pelo menos algumas das propriedades importantes observadas em tecidos biológicos, o que pode ser o início de uma verdadeira revolução nos próximos anos e décadas.
Pesquisadores da Universidade do Texas em Austin, nos EUA, lideraram o desenvolvimento de um novo tipo de material que pode ser impresso em 3D e imita a capacidade de tecidos biológicos de selecionar e filtrar, permitindo a passagem de certas moléculas enquanto bloqueia outras.
Essa versatilidade funcional possibilita o uso do material em diversas aplicações nas áreas da medicina, tratamento de água e robótica.
Usando técnicas simples de mistura e centrifugação, os cientistas agruparam densamente bilhões de minúsculas gotas de água para formar grandes estruturas semelhantes a tecidos em apenas alguns minutos. Cada gota é separada por uma membrana fina, e as membranas podem se conectar entre si, de forma semelhante à organização celular nos tecidos humanos.
Os pesquisadores viabilizaram a tecnologia por meio da emulsificação, combinando dois óleos com solubilidades diferentes para formar gotículas e, em seguida, comprimindo-as umas contra as outras utilizando uma centrífuga.
A Dra. Aida Fica, pesquisadora da Universidade do Texas em Austin e primeira autora do estudo, explicou que a tecnologia viabiliza um processo simples e escalável, com inúmeras aplicações, que pode ser implementado em qualquer laboratório, já que requer apenas equipamentos básicos.
O estudo foi publicado na revista científica Nature Materials.
O material flexível pode ser personalizado para simular diferentes tipos de tecido. Impresso em 3D a partir de materiais biocompatíveis, o novo material pode servir como estrutura de suporte para o crescimento de novos tecidos ou órgãos, além de poder ser usado em robôs flexíveis.
Ao adicionar certas proteínas, pesquisadores conferiram ao material a capacidade de conduzir correntes iônicas, de forma semelhante ao tecido nervoso, o que pode ajudar a criar sistemas com base no cérebro humano.
O Dr. Manish Kumar, professor do Departamento de Engenharia Química da Universidade do Texas em Austin e autor sênior do estudo, destacou o incentivo para que outros pesquisadores interessados possam experimentar essa técnica, aos quais oferece apoio por meio de visitas e discussões.
Atualmente, os pesquisadores trabalham em aplicações da tecnologia – patenteada pela Dra. Aida Fica e pelo Dr. Manish Kumar – na extração de lítio e outros elementos de terras raras.
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