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Novo material
Material que pode ser impresso em 3D é formado por rede de minúsculas gotas d’água
A partir de técnicas simples, cientistas desenvolveram material que pode ter uma variedade de aplicações, inclusive na saúde

Reprodução, Universidade do Texas em Austin
Novo material sendo usado em impressão 3D
Por Redação SciAdvances
24 de julho de 2026, 07:04
Fonte
Áreas
Bioengenharia, Biofísica, Biomateriais, Biomecânica, Ciência dos Materiais, Dispositivos Vestíveis, Engenharia Biomédica, Impressão 3D, Nanotecnologia, Robótica
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Novo material
O desenvolvimento de novos materiais nos últimos anos tem sido focado em sustentabilidade e nanotecnologia, muitos deles estando disponíveis para impressão 3D.
A ideia de ter materiais formados por componentes inteligentes, como nos tecidos biológicos, ainda é um desafio, principalmente em escala, mas muitos grupos de pesquisa em todo o mundo trabalham nesta área.
Recentemente, pesquisas têm evoluído na tentativa de incorporar a novos materiais pelo menos algumas das propriedades importantes observadas em tecidos biológicos, o que pode ser o início de uma verdadeira revolução nos próximos anos e décadas.
Avanço: material inovador pode ser desenvolvido com técnicas simples
Pesquisadores da Universidade do Texas em Austin, nos EUA, lideraram o desenvolvimento de um novo tipo de material que pode ser impresso em 3D e imita a capacidade de tecidos biológicos de selecionar e filtrar, permitindo a passagem de certas moléculas enquanto bloqueia outras.
Essa versatilidade funcional possibilita o uso do material em diversas aplicações nas áreas da medicina, tratamento de água e robótica.
Usando técnicas simples de mistura e centrifugação, os cientistas agruparam densamente bilhões de minúsculas gotas de água para formar grandes estruturas semelhantes a tecidos em apenas alguns minutos. Cada gota é separada por uma membrana fina, e as membranas podem se conectar entre si, de forma semelhante à organização celular nos tecidos humanos.
Os pesquisadores viabilizaram a tecnologia por meio da emulsificação, combinando dois óleos com solubilidades diferentes para formar gotículas e, em seguida, comprimindo-as umas contra as outras utilizando uma centrífuga.
A Dra. Aida Fica, pesquisadora da Universidade do Texas em Austin e primeira autora do estudo, explicou que a tecnologia viabiliza um processo simples e escalável, com inúmeras aplicações, que pode ser implementado em qualquer laboratório, já que requer apenas equipamentos básicos.
O estudo foi publicado na revista científica Nature Materials.
Material pode ter múltiplas aplicações
O material flexível pode ser personalizado para simular diferentes tipos de tecido. Impresso em 3D a partir de materiais biocompatíveis, o novo material pode servir como estrutura de suporte para o crescimento de novos tecidos ou órgãos, além de poder ser usado em robôs flexíveis.
Ao adicionar certas proteínas, pesquisadores conferiram ao material a capacidade de conduzir correntes iônicas, de forma semelhante ao tecido nervoso, o que pode ajudar a criar sistemas com base no cérebro humano.
O Dr. Manish Kumar, professor do Departamento de Engenharia Química da Universidade do Texas em Austin e autor sênior do estudo, destacou o incentivo para que outros pesquisadores interessados possam experimentar essa técnica, aos quais oferece apoio por meio de visitas e discussões.
Atualmente, os pesquisadores trabalham em aplicações da tecnologia – patenteada pela Dra. Aida Fica e pelo Dr. Manish Kumar – na extração de lítio e outros elementos de terras raras.
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Acesse o resumo do artigo científico (em inglês).
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