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Quando aparecem sintomas, doença renal já pode estar em estágio avançado
Por Redação SciAdvances
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A doença renal é silenciosa em seus estágios iniciais, progredindo muitas vezes sem sintomas até atingir um estágio avançado.
Mas existe um biomarcador que ‘sente’ quando há algo errado com os rins: os níveis sanguíneos de lipocalina associada à gelatinase de neutrófilos (NGAL) aumentam poucas horas após uma lesão que possa causar um dano renal.
No entanto, sua medição exige coleta de sangue e preservação em baixa temperatura, o que dificulta a viabilidade de acesso ao biomarcador em ambiente domiciliar ou com recursos limitados.
Pesquisadores das Escolas de Engenharia e Medicina da Universidade Washington em St. Louis, nos EUA, em colaboração com colegas da Universidade do Texas A&M, estão desenvolvendo um método minimamente invasivo para melhorar o diagnóstico de doenças renais em estágios precoces.
Em um estudo publicado recentemente na revista científica Advanced Materials, os pesquisadores destacaram que a tecnologia envolve um adesivo com uma plataforma de detecção baseada em microagulhas encapsuladas com uma estrutura metal-orgânica (MOF) termicamente resiliente que preserva anticorpos contra o biomarcador NGAL.
A plataforma integra a coleta minimamente invasiva de fluido intersticial dérmico e a detecção na própria microagulha, utilizando a bioestabilização da interface de detecção proporcionada pela MOF.
A pesquisa mostrou o sucesso inicial do adesivo de microagulhas, que pode ser aplicado sobre a pele para capturar os biomarcadores de forma rápida, segura e precisa.
A camada de MOF preservou os anticorpos por até quatro semanas a 50°C, sem necessidade de refrigeração.
O adesivo detectou sinais precoces de lesão renal e poderá, futuramente, viabilizar o monitoramento domiciliar ou no local de atendimento, sem precisar de refrigeração.
O Dr. Srikanth Singamaneni, professor da Escola de Engenharia da WashU e coautor sênior do estudo, destacou que o encapsulamento com MOF é uma maneira simples e altamente eficaz de criar sensores de microagulhas que resistem a condições ambientais adversas e pode ser uma solução escalável para a biossensibilização minimamente invasiva, permitindo o monitoramento de saúde domiciliar ou remoto.
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