Com publicação científica

Borboletas com vida longa
Cientistas estudam borboletas tropicais com envelhecimento lento e vida longa
Estudo mostrou que algumas borboletas conseguem ter expectativa de vida máxima até 25 vezes maior do que ‘parentes próximos’

kipgodi via Shutterstock

Borboleta Heliconius melpomene

Por Redação SciAdvances

18 de junho de 2026, 14:08

Fonte

Áreas

Biologia, Envelhecimento, Metabolismo, Nutrição Funcional, Zoologia

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Borboletas com vida longa

Encontradas nas florestas tropicais da América do Sul e Central, as borboletas do gênero Heliconius estão entre as espécies mais longevas já registradas e podem ser bons modelos para estudos sobre longevidade.

Embora as borboletas do gênero Heliconius sejam conhecidas por sua longevidade excepcional, a base biológica de sua vida prolongada permanece ainda bastante incompreendida.

Uma das principais hipóteses é que sua capacidade incomum de se alimentar de pólen na fase adulta possa contribuir para sua longevidade. Este é um comportamento raro entre as borboletas, já que a maioria das espécies depende principalmente do néctar das flores.

A pesquisa sobre espécies longevas e sua evolução em todo o reino animal possui um potencial extraordinário para revelar novos mecanismos de envelhecimento saudável.

Avanço: gênero de borboletas com alta expectativa de vida pode ser modelo para estudos sobre longevidade

Pesquisadores da Universidade de Bristol, no Reino Unido, e do Instituto Smithsonian de Pesquisa Tropical (STRI), no Panamá, avançaram recentemente na compreensão da estratégia natural que as borboletas da tribo Heliconiini usam para viverem mais.

Analisando dados de borboletários, estudos de marcação, soltura e recaptura, e experimentos controlados em insetários, os cientistas conseguiram comparar a expectativa de vida e os padrões de envelhecimento em toda a tribo Heliconiini, da qual o gênero Heliconius faz parte.

Enquanto a maioria das borboletas sobrevive apenas algumas semanas, os pesquisadores descobriram que algumas espécies do gênero Heliconius vivem, em média, cerca de três vezes mais do que seus parentes próximos, com algumas sobrevivendo por quase um ano.

O maior contraste foi registrado entre a espécie de Heliconius mais longeva, a Heliconius hewitsoni, que atingiu uma expectativa de vida máxima de 348 dias, e uma de suas ‘parentes’, a borboleta Dione juno, com expectativa de vida de apenas 14 dias, representando uma diferença de 25 vezes na expectativa de vida máxima.

As descobertas sugerem que as borboletas Heliconius desenvolveram, ao longo da evolução, uma estratégia única para prolongar a vida, o que pode trazer novas perspectivas sobre como o envelhecimento pode ser retardado na natureza.

O estudo, publicado na revista científica Nature Communications, destacou as borboletas do gênero Heliconius como um modelo potencial para compreender melhor o envelhecimento e a longevidade.

Fatores evolutivos e alimentação parecem ser importantes

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Autores/Pesquisadores Citados

Pesquisadora de pós-doutorado da Escola de Ciências Biológicas da Universidade de Bristol

Publicação

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