Com publicação científica

Ritmo circadiano
Terapia celular implantável ajusta o ritmo circadiano em condições de mudanças de horários
Células encapsuladas produtoras de leptina conseguiram acelerar a adaptação circadiana em modelos pré-clínicos
Man wearing glasses sits at a cafe table, resting his chin on his hand, with a laptop, notebook, coffee, and a pastry nearby.

Maya Lab via shutterstock

Por Redação SciAdvances

17 de agosto de 2026, 15:57

Fonte

Áreas

Biologia, Biotecnologia, Engenharia Biológica, Metabolismo, Sono, Terapia Celular

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Ritmo circadiano

A adaptação a um novo fuso horário ou a um turno de trabalho diferente pode deixar o relógio biológico do corpo desajustado por dias, contribuindo para distúrbios do sono, alterações metabólicas e outras consequências para a saúde.

Para evitar esses problemas, equipes de pesquisa têm trabalho no desenvolvimento de terapias metabólicas que possam contribuir para ajustar o ritmo circadiano e melhorar a adaptação do corpo à nova situação.

Avanço: nova terapia celular pode atuar no ajuste circadiano

Pesquisadores da Universidade Rice, Universidade Northwestern e da empresa de biotecnologia CellTrans, nos EUA, desenvolveram uma terapia celular implantável que pode ajudar o organismo a se adaptar mais rapidamente a mudanças horárias repentinas, como acontece em viagens internacionais ou em mudanças de turno de trabalho.

Em testes com roedores e primatas não humanos, células encapsuladas e modificadas para produzir continuamente o hormônio metabólico leptina conseguiram reduzir o tempo necessário para que os animais se ajustassem a mudanças no ciclo claro-escuro.

O estudo, publicado na revista Advanced Science, fornece as primeiras evidências de que terapias celulares poderiam regular ritmos circadianos por meio de sinalização metabólica e tratar distúrbios circadianos.

A terapia consiste em células do epitélio pigmentar da retina humana modificadas para produzir o hormônio leptina, encapsuladas em esferas microscópicas de alginato que as protegem do sistema imune.

Após uma simples injeção subcutânea, as células encapsuladas elevam temporariamente os níveis de leptina circulante antes de perderem naturalmente a viabilidade com o passar do tempo.

Testes pré-clínicos com animais mostraram efetividade da terapia sem efeitos colaterais

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