Com publicação científica

Memória de trabalho
Oscilações de alta frequência ajudam a coordenar a memória temporária em regiões cerebrais distantes
Mecanismo pode ajudar regiões distantes do cérebro a trabalhar em conjunto para melhorar a memória de trabalho
Hands manipulating a Rubik's Cube with green, red, orange, and white stickers, in a solving gesture close up.

sasirin pamai via Shutterstock

A memória de trabalho guarda e manipula informações que precisam estar mais acessíveis rapidamente

Por Redação SciAdvances

16 de agosto de 2026, 15:27

Fonte

Áreas

Envelhecimento, Fisiologia, Geriatria, Medicina, Neurociências, Neurologia, Psiquiatria, Saúde Mental

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Memória de trabalho

A memória, principalmente a memória de longo prazo, é formada, consolidada e resgatada por ondas cerebrais de diversas frequências, desde ondas delta (que vão de frequências de 0,5 a 4 Hz) até ondas de alta frequência, como no caso de ondulações (ripples), que podem chegar em 250 Hz ou até mais, em alguns casos.

Mas além da memória de longo prazo, existe outro tipo de memória que é importante para o desenvolvimento de atividades cotidianas: é a chamada memória de trabalho, um tipo de memória temporária que guarda e manipula informações que precisam estar mais acessíveis rapidamente.

Mas, até agora, não estava claro o papel das ondas de alta frequência sobre a coordenação da atividade neural entre áreas distantes do cérebro humano que atuam na memória de trabalho.

Avanço: pesquisadores analisaram registros cerebrais de pacientes que precisaram usar a memória de trabalho

Um estudo conduzido por cientistas da Escola de Medicina da Universidade da Califórnia em San Diego, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) e do Sedars-Sinai Medical Center, nos EUA, trouxe novos conhecimentos sobre como o cérebro humano coordena a memória de trabalho.

Os pesquisadores descobriram que ondas cerebrais de alta frequência (ripples) podem ajudar o sincronismo entre regiões cerebrais distantes durante tarefas que exigem memória de trabalho.

O novo estudo analisou registros cerebrais de 35 pacientes que haviam passado anteriormente por um procedimento de implante de eletrodos no cérebro para monitoramento de epilepsia. Os participantes foram instruídos a observar uma ou três imagens, retê-las na memória por um curto período de tempo e, em seguida, decidir se uma imagem de teste correspondia a uma das imagens do conjunto original.

Os pesquisadores analisaram a atividade em diversas regiões cerebrais envolvidas na memória e na cognição, buscando padrões coordenados de atividade neural.

Resultados mostraram que oscilações de alta frequência estão envolvidas na coordenação da memória

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