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Por Redação SciAdvances
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Estima-se que o transtorno de ansiedade durante a gravidez e nas semanas após o parto possa afetar cerca de 15% das gestantes, podendo causar tanto complicações na gestação, como parto prematuro e baixo peso ao nascer, quanto dificuldades no pós-parto, além de aumentar o risco de sintomas de transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
Recentemente, pesquisadores entrevistaram cerca de 230 mulheres no início e no final da gravidez e no início e no final do período pós-parto para verificar a correlação entre a privação de sono e os sintomas de ansiedade e TOC.
O estudo, publicado na revista científica Sleep, foi liderado por pesquisadoras da Universidade de Washington em St. Louis (WashU), incluindo especialistas da Escola de Medicina, com a participação de colegas da Escola de Medicina e da Escola de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins, Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, Baylor College of Medicine e da Escola de Medicina da Universidade Cornell, todas instituições nos EUA.
Segundo a Dra. Rebecca Cox, professora da WashU e primeira autora do estudo, o período perinatal é marcado normalmente por distúrbios do sono, que podem ser causados por diversos fatores, como alterações hormonais e físicas, além de estressores associados à gravidez.
Neste cenário, as análises dos resultados das entrevistas reafirmaram pesquisas anteriores que sugeriram que os problemas de sono durante a gravidez são especialmente acentuados no terceiro trimestre, e depois aumentam no início do período pós-parto, se estabilizando posteriormente.
Após análise das entrevistas, foi observado que uma menor duração do sono estava associada a aumentos na ansiedade perinatal e em crenças obsessivas ao longo do tempo. Mães com sono mais interrompido, em média, apresentaram maior ansiedade perinatal. Segundo os cientistas, a privação de sono geralmente precede o surgimento de sintomas relacionados à ansiedade.
A principal descoberta do estudo sugere que o sono com menor duração é um ‘preditor longitudinal robusto de ansiedade perinatal’, e o sono interrompido pode ser um bom alvo para intervenção em saúde mental perinatal.
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